Malinalli: Tequila com dedo de português

ng3097014

Começaram por percorrer as 128 destilarias em Jalisco, no México, onde é produzida a melhor tequila. Não se tratava de uma viagem de lazer, mas sim de uma cuidada prospeção de mercado.

Tudo para preparar o lançamento da tequila Malinalli nos Estados Unidos. A novidade sai já este mês e tem o português Joah Santos como promotor. Aos 38 anos, o sócio fundador da Nylon, agência de marketing e publicidade a operar há cerca de dois anos em Portugal e nos Estados Unidos, lança-se no negócio das bebidas. Investimento inicial na Malinalli Spirits? 750 mil dólares, partilhado com quatro sócios de ascendência russa, investidores no Revel, hotel-casino de Atlantic City, com 10% da empresa cada. A Nylon é a sócia maioritária, com 40%.

Apesar da ligação a com a Rússia – ou não fosse essa a origem dos sócios -, em nenhum momento passou pelos planos da empresa lançar uma vodca. Esse “é um mercado saturado”, garante Joah Santos.

Mas o mercado da tequila também tem uma feroz concorrência. Para enfrentar as mais de 900 marcas no mercado, houve que encontrar um posicionamento diferenciador. “Depois de muito pesquisar, decidimos adquirir uma tecnologia (ao russo Dmitri Aybinder) que nos permite filtrar com muito maior qualidade a tequila, tornando-a mais suave”, explica. Assim, a Malinalli surge no mercado como “tequila suave”, estando disponível em duas versões: Malinalli Añejo (um ano) e Extra Añejo (cinco anos de envelhecimento).

Como assinatura, a bebida – cuja marca, rótulo, garrafa e comunicação “foram criados pela Nylon – tem a frase: “It takes nothing to follow the norm. It takes everything to be Epic”. O que se traduz, mais coisa menos coisa, por: “Seguir a norma não custa nada. Para ser épico é preciso dar tudo”. Mensagem? “Celebramos as pessoas que fogem à norma”, diz Joah Santos – uma máxima em que o empresário se revê. Tinha meses quando foi com os pais para os Estados Unidos, mas regressou aos 27 anos para montar a operação portuguesa do guia de eventos online Cities2Night. O “modelo não funcionava em Portugal”, mas Joah Santos optou por ficar, embora sempre com um pé nos Estados Unidos. Lá, enquanto colaborou com a agência Gyrol Worldwide (agora Quaker City Mercantile), fez parte da equipa que criou a marca de gin Hendrick”s, “um dos maiores casos de sucesso de uma bebida espirituosa”. Agora é a sua vez de se lançar no mundo das bebidas.

O lançamento da Malinalli vai ser faseado. A distribuição é assegurada pela Park Street Imports, uma das maiores importadoras e distribuidoras de bebidas do país, e arranca em Nova Jérsia, onde a empresa tem assegurados alguns hotéis e casinos que vão vender a nova marca. “O objetivo é conseguir vender cerca de 80 caixas por mês, o que é muito mais do que uma marca normalmente consegue em fase de lançamento.”

Nova Jérsia será o “mercado teste”, mas nos planos da Malinalli Spirits está a expansão para outros estados: “Nova Iorque e Los Angeles são os dois mercados mais fortes na venda de tequila”, adianta Joah Santos, admitindo que os dois mercados estão na sua mira.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
António Costa e Silva, responsável pelo plano para a economia nacional nos próximos dez anos.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Plano de Costa Silva. As bases estão lá, falta garantir boa execução

Filipe Santos, dean da Católica Lisbon Business and Economics ( Pedro Rocha / Global Imagens )

Filipe Santos: Risco de austeridade? “Depende de como evoluir a economia”

Filipe Santos, dean da Católica Lisbon Business and Economics ( Pedro Rocha / Global Imagens )Filipe Santos
( Pedro Rocha / Global Imagens )

Filipe Santos: Há um conjunto de empreendedores que vai continuar

Malinalli: Tequila com dedo de português