Investimento

Mapas para investir: Mapidea recebe 250 mil euros da Portugal Ventures

Eduardo Ramos e Miguel Marques são os dois fundadores da Mapidea. Fotografia: DR
Eduardo Ramos e Miguel Marques são os dois fundadores da Mapidea. Fotografia: DR

Startup portuguesa permite a qualquer negócio perceber o local onde vale a pena investir

A Mapidea é a nova entrada do portefólio da Portugal Ventures. A startup que permite a qualquer negócio perceber o local onde vale a pena investir recebeu 250 mil euros da sociedade de capital de risco portuguesa, em ronda de pré-seed. Este é o primeiro investimento na empresa fundada em maio de 2014 por Miguel Marques e Eduardo Ramos, dois antigos consultores de Sistemas de Informação Geográfica na Novabase.

“Com o investimento, vamos conseguir aumentar a capacidade de marketing e de vendas para chegar a mais clientes e criar uma rede de parceiros internacional. Queremos ter, no mínimo, cinco novos clientes até ao final deste ano” indica Miguel Marques em entrevista por telefone ao Dinheiro Vivo.

Além disso, a Mapidea está a pensar no mercado internacional. “Como somos uma empresa de Software as a Service (SaaS – distribuição e comercialização remota de um sistema) podemos estar em qualquer lado. Temos contactos de países como a Holanda”, conta um dos fundadores.

Ferramenta da Mapidea fornece detalhes das cidades ao nível do quarteirão. Fotografia: DR

Ferramenta da Mapidea fornece detalhes das cidades ao nível do quarteirão. Fotografia: DR

A empresa virtualmente incubada na Startup Lisboa conta atualmente com clientes como a Vodafone, a Domino’s Pizza Portugal e a Tabaqueira, que estão a utilizar um protótipo. No nosso país, a Mapidea está a negociar novos contratos com “farmacêuticas e seguradoras”. Este sistema é ainda utilizado pelo Instituto Português de Sangue, a título de doação.

Em comunicado, o líder da Portugal Ventures, Celso Guedes de Carvalho, destaca que a Mapidea “democratizou o acesso aos sistemas de informação geográfica e tornou simples uma ferramenta complexa e dispendiosa, que ocupa tempo e recursos em muitas empresas”.

Para que serve?

A Mapidea desenvolveu uma ferramenta que recorre a tecnologia com base open source (código aberto) que “permite a qualquer negócio perceber o território onde vale a pena investir, seja numa estrutura mais física – como uma loja ou supermercado – ou em algo mais operacional – como meter folhetos numa caixa do correio com promoções ou convites para testar um carro. Pegamos nos dados das empresas, misturamos com dados externos – como os Censos – e transformamos aquilo num mapa”, explica Miguel Marques.

Pegámos numa área muito antiga, dos sistemas de informação geográfica, e tentámos simplificar e fazer com que as empresas tenham uma solução rápida e simples de implementar e que não precisem de um consultor ao lado para fazer uma análise ou um mapa. Conseguimos contextualizar a vida do negócio no mapa, que é muito mais intuitivo do que o Excel, mas que não chega. Somos complementares ao Excel e a outras aplicações”, diz Miguel Marques.

Este sistema destina-se sobretudo às grandes empresas, “por causa da capacidade de análise de dados e da capacidade de partilhar mapas”, mas também há um pacote para as PME.

Solução da Mapidea pode ser utilizada em vários dispositivos das empresas. Fotografia: DR

Solução da Mapidea pode ser utilizada em vários dispositivos das empresas. Fotografia: DR

Os preços de venda estão a ser finalizados mas a Mapidea garante oferece um serviço “muito mais em conta do que nas grandes empresas que trabalham na área e que, normalmente, correspondem a um investimento de meio milhão de euros. Em alguns casos, a poupança pode chegar entre metade do preço e 90%”, assegura a startup.

A funcionar com uma equipa de quatro pessoas (incluindo os dois fundadores), a Mapidea quer encontrar novos clientes em Portugal e no estrangeiro. Mas poderá voltar a falar com investidores em 2018. “Está previsto mais investimento, mesmo não sendo obrigatório. Contamos, dentro de ano e meio, levantar uma ronda seed (semente).

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