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Meat me. Chegou a Lisboa a carne da Netflix: El Capricho

António Querido, Rui Gaspar e João Rebelo Vaz, os sócios do novo restaurante "Meat Me".

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
António Querido, Rui Gaspar e João Rebelo Vaz, os sócios do novo restaurante "Meat Me". ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

É o novo espaço do Seame Group, que já tem quatro marcas, em oito localizações, emprega 254 pessoas e tem 12 milhões de vendas líquidas. O Meat Me quer ser o “projeto que melhor trata a carne”.

São fazedores não só de comida, mas de ambientes e conceitos com sucesso. Os três sócios acabam de lançar o Meat Me, no Chiado, perto do Teatro São Carlos, na capital. Uma marca integrada no Seame Group, que conta com quatro insígnias, em oito localizações, dá emprego a 254 pessoas e regista 12 milhões de euros de vendas líquidas.

Agora o grupo decidiu crescer para um espaço dedicado à carne, com um “assador moderno, que começou a ser desenvolvido há cinco anos. “Após termos feito nascer o projeto Sea Me, uma peixaria moderna, ficou claro que teríamos de desenvolver a versão carne”, explica António Querido, um dos sócios do Seame Group.

Empreender é sinónimo de resiliência. E foi precisa muita, porque em 2014, já com a decisão tomada, esta foi a primeira empresa de restauração em Lisboa a contratar os serviços de Lázaro Rosa Violán de Barcelona (que fez o JNcQUOI), “mas o primeiro local escolhido não tinha a capacidade” necessária e só nesta primavera abriu finalmente ao público no Chiado. Valeu a espera.

Incorporação nacional
O restaurante, com dois pisos, é diferenciador e aposta na incorporação nacional. “O projeto tem como base a produção nacional: todas as madeiras utilizadas, o serviço Vista Alegre, o mosaico hidráulico, as mantas alentejanas de Reguengos de Monsaraz, a iluminação, fardamento, tudo é português”, afiança.
Os vinhos também são todos portugueses. O sommelier António Roxo “desenvolveu uma carta não por regiões mas por terroirs. Percorreu o país à procura de vinhos com carácter único e encontrou dez projetos nacionais de norte a sul, a que se junta a francesa Laurent Perrier no champanhe”, explica.

Em termos de incorporação lusitana, “a única exceção foi a construção da linha de queima, desenhada em conjunto pela nossa equipa de cozinha e a Josper e que contempla três diferentes tipos de grelha”, explica o sócio. Ao todo foi investido um milhão de euros. Uma aposta forte da qual António Querido e os sócios esperam obter o retorno daqui a “dois anos e meio”.

Diferenciar carne?
O objetivo foi sempre cumprir um propósito: “Sermos o projeto em Lisboa que melhor trata a carne. Para isso, falamos de terroir seja com produtores portugueses como a Montaraz de Garvão, especializada em porco preto, seja com internacionais como o El Capricho, considerado pela Time e celebrizado num documentário da Netflix como uma das melhores carnes do mundo, da qual somos embaixadores exclusivos em Lisboa.”

As carnes El Capricho, como selecionam vários animais, sobretudo ibéricos, “acabam muitas vezes por maturar raças autóctones portuguesas, nascidas e criadas em Portugal, como a arouquesa e a minhota, cujos chuletóns acabam por vir parar ao Meat Me sob o selo El Capricho”, conta.

Quanto à grelha, “diferenciamo-nos com uma técnica aprendida em León, no El Capricho e que garante sempre o mesmo ponto e temperatura das carnes”, explica. Tudo isto fica nas mãos do promissor e jovem chef Tomás Pires. O cliente alvo “é não só um apreciador de carne mas também de cocktails, whiskys e bourbons”, já que a escolha é vasta, afirma o empreendedor.

O espaço contempla um restaurante com 55 lugares, bar com 45 lugares e terraço com 40 lugares, que abre em junho. “Este verão contamos convidar o próprio José Gordon, mentor da El Capricho, para cozinhar a quatro mãos com o nosso chefe.

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