Mercadão. Eles fazem as compras por si e ainda as levam a casa

Pingo Doce é um dos parceiros deste marketplace que já faz entregas em Lisboa, Sintra, Porto e Matosinhos. Em breve vai crescer para outras zonas

É uma espécie de Uber aplicado ao retalho, só que em vez de um condutor que o leva a casa tem um personal shopper que recebe a sua encomenda e leva as suas compras até casa. O Mercadão já faz entregas em certas zonas de Lisboa, Sintra, Porto e Matosinhos. Até ao final do mês deverão estender a zonas como Amadora, Sacavém e Miraflores, e “até ao final do ano, queremos estar nas capitais de distrito e no Algarve”, adianta o diretor de operações Elísio Santos que, com Ricardo Monteiro (diretor comercial), Gonçalo Soares da Costa (diretor-geral) e António Alves Martins, é um dos quatro sócios da Fonte Online, a dona deste marketplace com retalho alimentar, mas não só.

Pingo Doce, Arcádia, Science4you, Mais Bem Estar (a área de saúde e beleza do Pingo Doce) são alguns dos parceiros do Mercadão. “Estamos ainda a fechar vários acordos na área de comida para animais e com marcas de alimentação saudável”, adianta o diretor de operações da empresa.

“O modelo é muito ligeiro em termos de investimento”, explica Elísio Santos. Ou seja, os sócios tiveram apenas de investir na criação da plataforma onde os clientes fazem as encomendas e na rede de personal shoppers. Nem “tem impacto na operação dos parceiros”, exigindo um sistema logístico pesado. “O Mercadão funciona de forma diferente. O cliente faz o pedido e tem um shopper que vai à loja e faz as compras da encomenda”, descreve Elísio Santos, que durante 25 anos esteve ligado ao Grupo Jerónimo Martins em várias funções, a última das quais como diretor de negócios digitais. A cadeia de supermercados da família Soares dos Santos é “um simples parceiro”, garante, sem qualquer interferência no projeto, nem em termos de investimento nem na gestão da empresa.

O modelo de negócio do Mercadão baseia-se num “acordo de profit sharing”, ou seja, ganham uma percentagem sobre as vendas efetuadas, explica o diretor de operações, não estando assente no valor cobrado nas entregas. “O cliente nunca paga o valor total da entrega”, mas paga um determinado montante. A primeira entrega é gratuita (para encomendas acima de 35 euros), mas com exceção de outros momentos promocionais, as seguintes têm um custo associado: as do Pingo Doce um custo de 6,50 euros para receber encomenda em menos de quatro horas ou cinco euros a partir de quatro horas; as restantes lojas, um custo entre 3,50 euros (entregas expresso) e 5 euros (não urgentes). É cobrado um valor da entrega por cada uma das lojas em que faça encomendas.

As compras são feitas pela rede de personal shoppers: já têm 25, destes 90% fazem parte do Mercadão (recebendo um ordenado-base e uma comissão sobre as vendas) e os restantes são shoppers independentes (recebem um valor fixo por cada entrega), mas o objetivo é crescer. “Até ao final do ano teremos 200 a 300 pessoas, irá depender da evolução da procura.” Esta tem vindo a aumentar. “As entregas têm duplicado nas últimas semanas, sem termos feito grande divulgação”, tem sido “um crescimento boca-a-boca”.

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