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Mimobox. Mães, bebés e marcas: um trio perfeito em forma de caixa surpresa

Teresa Madeira e Joana Valadares, fundadoras da Mimobox.
Fotografia: Sara Matos / Global Imagens
Teresa Madeira e Joana Valadares, fundadoras da Mimobox. Fotografia: Sara Matos / Global Imagens

Joana e Teresa enviam para mães de bebés caixas com vários artigos para experimentarem, adequados às características dos seus filhos.

Nem toda a publicidade que chega ao correio de nossa casa tem de ser por folhetos impessoais e, tantas vezes, desagradáveis e intrusivos. Joana Valadares e Teresa Madeira querem aproximar as marcas dos clientes, através de uma caixa de produtos surpresa.

Para já, o serviço é só para mães e bebés. “No nosso círculo fomos as primeiras a ter filhos. E as nossas amigas e primas, quando também elas se tornaram mães, vinham sempre ter connosco, cheias de dúvidas, a perguntar o que fazer e o que usar”, conta Joana Valadares, uma das co-fundadoras do projeto. “O problema é que há informação a mais disponível e é difícil perceber o que realmente é relevante e interessa a cada pessoa”, acrescenta.

O constante rodopio de questões sobre maternidade foi o ponto de partida para o nascimento da Mimobox, uma caixa surpresa que as grávidas e mães de bebés até aos três anos recebem em casa, com artigos de diversas marcas para experimentarem, adequados à idade e características dos seus filhos. “As mães inscrevem-se no serviço e preenchem uma data de dados, desde a idade a alergias, e depois recebem os produtos. Podem receber uma vez só ou ir recebendo por três ou seis meses. Nunca sabem o que vão receber e nunca recebem peças repetidas”, explica Teresa Madeira, a outra co-fundadora.

Joana e Teresa trabalharam juntas por mais de 20 anos numa agência de publicidade e marketing. A empresa acabou por fechar e as duas viram uma oportunidade para pôr em prática a ideia, já antiga. “Utilizámos o valor do subsídio de desemprego para criar o negócio. Pusemos também dinheiro nosso, porque, na verdade, criar o site de raiz, com um algoritmo próprio, ainda implicou algum investimento”, refere Teresa.

O algoritmo em causa compila os dados de todas as mães e bebés e vai indicar às fundadoras o que devem colocar em cada caixa. A seleção dos itens é feita pelas duas, em conjunto com as marcas. “Os nossos parceiros escolhem o produto que querem disponibilizar e indicam a altura à qual ele é adequado. É como uma campanha mensal. As clientes experimentam e, se gostarem, depois vão aos pontos de venda comprar mais,” afirma Joana.

O fator surpresa tem sido o maior aliado das vendas, mas a sensação de exclusividade é o que tem fidelizado as mães. “Normalmente são produtos que acabaram de sair e as nossas clientes são as primeiras a experimentar”, sublinha Teresa. Puericultura, alimentação, vestuário: são cerca de seis a oito itens, de várias tipologias e marcas, que servem tanto a mãe como o bebé. Encomendar uma caixa custa 22€, mas subscrever o serviço por três meses baixa o valor unitário para 20€. Chega aos 18€ se quiser receber os produtos durante um semestre. “E os artigos que vêm na Mimobox, todos juntos, nunca custam menos de 40€”, asseguram as fundadoras.

O projeto começou a ser trabalhado em agosto de 2015. No entanto, só arrancou em janeiro de 2016. “Tínhamos uma página simples onde, até ao início do ano, as pessoas podiam inscrever-se para o serviço. Havia uma grande expectativa quando a caixa foi finalmente lançada”, recorda Joana. Mas correu tudo bem. Há quem esteja a receber a Mimobox desde o primeiro dia.

Atualmente, Joana e Teresa enviam entre 350 a 400 caixas por mês, por volta de dia 25. Inicialmente os produtos seguiam apenas para Portugal Continental, mas agora também já chegaram à Madeira. Quanto a números, orgulham-se de afirmar que 40% das clientes são fidelizadas. “É muito interessante acompanhar a evolução, tanto das mães como dos bebés. Temos clientes que se juntaram a nós quando estavam grávidas, a receber produtos para grávida, e a quem agora já estamos a enviar artigos para o bebé. Ou mães que recebiam para o primeiro filho e que já estão a pedir também para um segundo”, conta Teresa, referindo que há também aqueles que compram para oferecer.

“Nesses casos pedimos que nos deixem o máximo de informação possível sobre quem vai receber a caixa. Se não conseguirem, enviamos itens mais generalizados”, acrescenta.

A Mimobox é parceira de cerca de 100 marcas e também a relação com as empresas tem estado a correr de vento em popa. “Fazemos um acompanhamento posterior e enviamos relatórios a cada um dos parceiros com o feedback que recebemos dos produtos,” sublinha Joana Valadares. “Na verdade, para as marcas o serviço é excelente. É uma forma de publicitarem e testarem os seus artigos, mas de uma maneira simpática e próxima.”

E se 2016 foi o lançamento, Joana e Teresa querem que 2017 seja de consolidação. “Temos algumas novidades preparadas para o próximo ano. A primeira é em relação às grávidas. Percebemos que a gravidez é uma fase muito especial e queremos ter uma Mimobox ainda mais específica para essa altura”, contam as fundadoras que, apesar de já enviarem caixas para futuras mamãs, assumem que querem ter um produto ainda mais especializado.

Outra das novidades tem a ver com as idades. Tanto as clientes como as marcas têm insistido para que a Mimobox, atualmente enviada para bebés até aos três anos, possa ser disponibilizada para crianças mais velhas. “Temos estado a pensar nisso”, admite Teresa Madeira, “mas implica uma adaptação do produto porque enquanto são bebés há uma grande variedade de artigos que as crianças precisam. Depois, a partir dos três anos, essa necessidade estabiliza um pouco.

E em relação aos pais? “Não nos esquecemos deles”, ri-se Joana. “O nosso posicionamento inicial foi junto das mães, tanto que a mascote da Mimobox é uma mamã canguru com o filho na bolsa. Mas temos tido essa procura e queremos incluir os pais, obviamente. Tanto que, mesmo em termos gráficos ele vai aparecer muito em breve”. Apesar de o produto ter sido desenhado para as mães, os pais fazem muitas vezes questão de participar. Mesmo nem sempre sendo com artigos que estejam relacionados com os filhos. “Uma vez enviámos uns bombons e tivemos uma mãe a dizer que não os comia porque estava de dieta. O bebé obviamente que também não os ia comer. Portanto quem ficou a lucrar foi o pai, que os deve ter comido todos sozinho”, brincam as fundadoras.

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