Misc by Tartar-ia: Uma miscelânea de viagens na mesa do bairro

Um restaurante de bairro que traz um pouco do mundo em forma de confort food inovadora.

O conceito pode parecer estranho e inovador. Depois da experiência com a Tartar-ia no Mercado da Ribeira, em Lisboa, Maria Calheiros Machado pensou numa evolução e em formas de trazer para o bairro algumas das vivências das suas viagens. O Misc by Tartar-ia mantém uma ligação ao projeto original (e há tártaros de robalo, salmão e atum a prová-lo), mas quer ser mesmo uma miscelânea de viagens e de sabores.

Maria Calheiros Machado trouxe para a zona do Cais do Sodré sabores das suas viagens, muitos do Médio Oriente, alguns do Peru, onde viveu (e os ceviches destacam-se na carta) e juntou a isso um ambiente descontraído. "Quero ter aqui tudo aquilo que gosto, com um confort food, um ambiente onde as pessoas possam estar a petiscar e que se deixem ficar", diz Maria Machado que, sublinha, quer "manter as coisas simples. Keep it simple é mesmo a ideia chave, não tivemos grandes alterações da carta no Tartar-ia nos vários anos que já têm e aqui queremos fazer o mesmo", ainda que haja chefs convidados e algumas inovações semanais no staff food.

Ainda assim, admite que a pandemia provocou algumas alterações, mas que aproveitou para, uma vez mais, inovar. "Abrimos no fim de 2019, num soft opening, mas agora com a reabertura depois do período de confinamento até estamos a fazer coisas novas. Temos entregas, estamos abertos todos os dias e os nossos clientes são maioritariamente portugueses, é para eles que trabalhamos. Todas as cerâmicas são nacionais, trabalhamos com a cerveja Musa apenas" e até o café é diferente. Aqui não há o habitual café expresso, mas um café de sifão, também de uma marca portuguesa, torrado com todo o cuidado e em lotes pequenos e servido com todo o aroma.

A pandemia obrigou a todos os cuidados de segurança e a equipa de sete pessoas funciona em espelho, o que não impede que estejam abertos todos os dias, mas nem sempre nos mesmos horários. Às sextas e sábados, o Misc fecha à meia-noite, e às segundas e terças não abre para almoços. Mas convida sempre a que, por exemplo, as tardes sejam passadas à janela ou no balcão de 20 lugares, de volta dos croquetes de beringela e tahini e batata-doce, ceviche, dos tártaros, ou do arroz de perdiz, rabo de boi em pão de brioche caseiro com mostarda e uma carne de vaca maturada durante 45 dias, um processo feito pelo próprio restaurante, na Rua da Boavista.

A preocupação agora vai para as novas medidas da situação de calamidade: "Desde o anúncio das novas medidas já se sente a cidade mais vazia, como um novo confinamento, isso vai trazer consequências ao setor", admite.

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