Ministério dos Negócios Estrangeiros

Miss Shop. Comes e bebes no seu prédio

João repõe os produtos dia sim dia não
João repõe os produtos dia sim dia não

Uma mercearia com 60 produtos diferentes no hall de entrada do prédio. A ideia de João Villar, 27 anos, e de Pedro Vidigal, 26, é oferecer aos moradores a possibilidade de comprarem produtos do dia a dia mesmo à porta de casa. “Queremos jogar com o fator proximidade”, esclarece João.

Licenciado em design industrial pelo IADE, estudou um ano na Eslovénia e viveu numa residência de estudantes: a ideia de criar uma empresa que instalasse máquinas de vending surgiu durante esse período, ainda que João só tenha posto o conceito em prática em setembro de 2011. Desafiou Pedro, gestor, a investir metade dos 5 mil euros necessários para arrancarem juntos com a Miss Shop.

Em janeiro deste ano, Manuel Franco juntou-se à equipa. Só que convencer os moradores de que a empresa se dedica à prestação de um serviço – por enquanto, apenas na zona da Grande Lisboa – não tem sido tarefa fácil. “As pessoas são resistentes. Estamos a tentar contactar diretamente os condomínios, para simplificar.”

A Miss Shop já foi apresentada em cerca de 40 prédios – com um número mínimo de 40 apartamentos – e instalou a primeira máquina de home vending em janeiro. A escolha dos produtos é feita com base em inquéritos sobre as preferências dos moradores e dividida por categorias que podem ser produtos de mercearia como leite, pão e ovos, a artigos de higiene como escovas e pasta de dentes ou até refeições pré-cozinhadas.

“Estamos a apostar nos produtos alimentares. A colocação no prédio e o consumo elétrico da máquina são gratuitos: a única coisa que os clientes pagam são os produtos consumidos.” Os sócios repõem os produtos a cada dois dias. Esperam instalar uma máquina por mês até ao final do ano e faturar dois mil euros por vending machine.

Retrato

A Miss Shop foi criada em 2011. No início deste ano, a João e Pedro juntou-se um terceiro sócio. Cada um investiu 2500euro. João Villar dedica-se em part-time ao design: no ano passado investiu 4 mil euros na produção de um copo com a base redonda. O stock acabou este ano com os presentes de Natal dos amigos. A empresa espera faturar cerca de 2 mil euros por máquina, em 2012.

www.trysomething.pt

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