Móveis Olaio regressam a Sacavém. Para agora recordar

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Os móveis Olaio regressam a partir de domingo, dia 17 de maio, a Sacavém, concretamente ao Museu de Cerâmica de Sacavém, onde se localiza a fábrica de móveis Olaio - que funcionou entre 1937 e 1998.

Trata-se da exposição “Móveis Olaio – Produção, Inovação e Qualidade”, organizada pela Câmara Municipal de Loures, no âmbito da valorização do património industrial do concelho. Ou seja, é uma mostra que reflete a história da casa Olaio (através de uma cronologia ilustrada), as pessoas (a partir de testemunhos orais), e a produção Olaio (mobiliário e desenhos).

Esta exposição é também uma forma do Museu de Cerâmica de Sacavém, enquanto museu industrial, que assinala 15 anos de atividade, comemorar o Ano Europeu do Património Industrial e Técnico.

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“Móveis Olaio – Produção, Inovação e Qualidade” vai estar patente até dezembro de 2016, de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

Ler também: Mobiliário do tempo do “Conta-me como foi”… na loja Yoyo e também Mobiliário com design e recuperado à venda na Yoyo

A origem dos móveis Olaio, que ainda tem bastantes apreciadores, remonta a 1860 quando José Olaio, um jovem marceneiro, filho de moleiros, comprou um par de caixotes de madeira na Casa Avaneza e transformou-os em duas mesas-de-cabeceira em folha de raiz de mogno, conta o blogue Restos de Coleção.

Em 1886 abre uma oficina de marcenaria na rua da Atalaia, em Lisboa, que mais tarde passa a ter armazém e loja de móveis, novos e usados. A fábrica Olaio – Móveis e Decorações da José Olaio & Cª filho arrancou em 1937, em Sacavém, chegando a ter 500 funcionários.

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Segundo o mesmo blogue, terá sido a primeira fábrica portuguesa a produzir mobiliário em série em madeira para satisfazer importantes encomendas estatais, nomeadamente repartições públicas. O cuidado com a qualidade dos materiais, com as ferragens e os acabamentos era uma imagem de marca da Olaio.

Mas a fábrica também produziu mobiliário doméstico na década de 50, tendo ficado conhecido como “Português Suave”.

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A fábrica foi ampliada em 1962 e a sua produção passa a ser influenciada pela produção dinamarquesa de grande série, muito graças à vontade do engenheiro Herbert Brehm e do designer José Espinho. Surge então um mobiliário de peças utilitárias e de linhas simples.

Hotel Estoril Sol, Biblioteca Nacional, Casino do Estoril são alguns dos clientes dos móveis Olaio, que coexistiram no mercado com empresas, como Móveis Sousa Braga, Casa Jalco, Jerónimo Osório de Castro, depois FOC e MIT, mais tarde Altamira.

A família Olaio vendeu a empresa em 1989, que encerrou em 1995 e a sua falência ocorreu em 21 em abril de 2008. Os herdeiros, João Olaio e José Pedro Olaio, bisneto e neto do fundador criaram uma nova fábrica em Torres vedras, a Móveis Olaio – Industria de Mobiliário José Olaio II, Lda. Ler textos originais no blogue Restos de Colecção.

Mas algumas das peças mais emblemáticas, como secretárias, cadeiras ou aparadores, consideradas vintage ainda fazem o gosto dos mais saudosistas. Numa simples consulta ao site de classificados OLX, é possível encontrar cadeiras entre os 25 euros e os 40 euros, valor também para divisórias de escritório, ou maples. As peças mais raras e em bom estado têm valores bastante altos.

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