Jornadas Millennium Empresas

Museu Soares dos Reis acolhe exposição de pintura naturalista até abril

Museu Soares dos Reis, no Porto
Museu Soares dos Reis, no Porto

O Museu Soares dos Reis, no Porto, acolhe até 12 de abril uma exposição de pintura naturalista com meia centena de obras de mais de 15 autores que marcaram a arte portuguesa através de um "compromisso com a etnografia".

A exposição ‘Pintura Naturalista na Coleção Millennium bcp’ surge no âmbito das jornadas Millennium Empresas, que o banco realiza pelo país, dando a conhecer os seus produtos e estreitando laços com os clientes empresariais, mas, também, aproveitando para partilhar o seu espólio cultural.

“A procissão da colheita” ou “A vindima” (ambos de 1929), de José Malhoa, ou “Outono na Lousã” (1922) de Carlos Reis, são exemplos de telas que podem ser vistas nesta exposição inaugurada hoje, onde estão patentes as principais características do Naturalismo, ciclo que marcou a pintura em Portugal no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX.

Pintar ao ar livre e captar a luz exterior foram alguns dos “desafios” dos pintores naturalistas que, conforme descreveu a curadora desta exposição, Raquel Henriques da Silva, mantinham um “compromisso com a etnografia”, uma vez que privilegiavam cenas da vida popular, hábitos da vida aldeã, paisagens ribeirinhas ou marítimas.

A espécie de pacto com o quotidiano português da época é visível no retrato de um emigrante de trouxa às costas, também de Malhoa, ou na idosa que limpa metais de Columbano Bordalo Pinheiro, obras de 1919 e 1903, respetivamente.

Aurélia de Souza, António Silva Porto, Henrique Pousão, Falcão Trigoso, António Ramalho e Francisco Maya, entre outros, são os artistas, cujas obras podem ser vistas nesta mostra de pintura que é promovida pela Fundação Millennium bcp.

Também sobre o período do Naturalismo, a par da exposição instalada no Museu Soares dos Reis, foi lançado um catálogo da coleção Millennium bcp com “cerca do dobro das obras expostas no Porto”.

“Nos tempos difíceis que vamos vivendo provam que cada vez mais as instituições públicas têm dificuldade, logo a sociedade tem de se organizar e fazer o seu papel. A fundação é um instrumento que o banco encontrou para exercer a sua responsabilidade social”, explicou o responsável do promotor desta mostra, Fernando Nogueira.

Uma perspetiva sublinhada pela direção geral do Património Cultural com o responsável desta entidade Samuel Rego a destacar a “importância da associação das instituições a entidades que procuram promover a cultura”, aproveitando para dar a conhecer as coleções que reúnem.

Já o Millennium bcp explica que, através da partilha do seu património e alargando a sua coleção de arte a novos olhares e novos públicos, pretende “contribuir para o enriquecimento cultural de todas as cidades por onde passa no seu esforço de cooperar com o tecido empresarial local, acrescentando assim um cariz cultural a este seu périplo pelo país”.

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