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Na galeria P55 a arte é para todos os bolsos

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Quer comprar um Dali, Paula Rego, Erró, Joana Vasconcelos, Miró, Cargaleiro, Tapiés, Penk, Júlio Resende? É fácil, no Porto há uma galeria de arte que tem obras destes e de muitos outros artistas nacionais e internacionais.

A galeria P55 nasceu há um ano fruto de uma ideia de Aníbal Pinto Faria. O jovem empresário de 28 anos juntou-se à mãe e investiram 250 mil euros num Portugal em plena recessão económica para abrir uma galeria de arte que também é uma leiloeira e uma loja de decoração.

O gestor que queria ser arquiteto como a mãe, que desde pequeno gostava de pintura como o o pai e o avo, e que era fascinado pelo mundo dos leilões, concretizou um sonho e em apenas doze meses vendeu mais de meio milhão de euros em obras de arte e em mobiliário na galeria P55. Neste momento, 80% das vendas são realizadas on-line e 70% da faturação é feita no exterior. Dubai e China são os principais mercados dos leilões da P55, revela Aníbal Faria que também já vende para o Brasil, EUA e Angola.

Juntar na sua galeria grandes nomes da arte nacional e internacional nas mais diversas áreas de expressão artística foi também, um objetivo alcançado. O exaustivo trabalho de angariação da equipa de Aníbal Faria teve como resultado mostrar ao mundo que em Portugal há obras de Dali, Paula Rego, Erró, Joana Vasconcelos, Miró, Cargaleiro, Tapiés, Penk, Júlio Resende, e muitos outros. Num dos últimos leilões realizados uma pintura de Miró foi vendida por 35 mil euros, a um colecionador português. “Ter a certeza que obras destas não saem de Portugal é muito gratificante”, revela Anibal Faria.

Além dos leilões de arte que organiza uma vez por mês, a P55 é um espaço aberto a pessoas de todas as idades e classes sociais. “O perfil do nosso público é muito abrangente. Na loja temos peças de mobiliário e decoração que vão desde os 6 euros a bastante dinheiro. Temos mobiliário português ao preço do Ikea e pode-se mobilar uma sala de jantar com móveis em segunda mão mas de grande qualidade por 600 euros”, salienta o empresário.

Quem entra na P55 “acaba por visitar um pequeno museu”, refere Aníbal Faria, destacando o mobiliário com 500 anos, indo-português com preços que podem ir desde os mil a 100 mil euros, e o mobiliário mais contemporâneo dos anos 70,80 e 90.

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