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NAPline. E se pudesse dormir bem num aeroporto enquanto espera pelo avião?

Teresa Albino, Mariana Perdigão e Paulo Ferreira, fundadores da startup NAPline, fotografados na Universidade Católica de Lisboa. Fotografia: Sara Matos / Global Imagens
Teresa Albino, Mariana Perdigão e Paulo Ferreira, fundadores da startup NAPline, fotografados na Universidade Católica de Lisboa. Fotografia: Sara Matos / Global Imagens

NAPline quer apresentar proposta à ANA-Aeroportos com três cápsulas instaladas na zona das portas de embarque nos próximos meses

Mariana Perdigão estava a voltar do Erasmus, na Alemanha, e teve de apanhar o primeiro voo para Lisboa, logo pela manhã. “Tive de passar a noite num banco do aeroporto e comecei a pensar numa solução que seja acessível aos millennials (geração Y), que não queiram gastar muito dinheiro por pouco tempo, como acontece nos hostels e nos hotéis”. E foi assim que começou a desenvolver-se a ideia da NAPline.

Primeiro, numa disciplina de empreendedorismo da Católica Lisbon School of Business & Economics, “onde éramos sete pessoas”. A ideia cresceu e ganhou potencial de negócio.
A nova equipa surgiu no Challenge Startup 1.0 do BET24, em abril deste ano. Foi aí que Mariana, que está no Mestrado em Gestão da Católica Lisbon, conheceu Paulo Ferreira. “Íamos completamente ao desconhecido”, admite este engenheiro civil, de 28 anos, especializado em construção.

Mariana admite que teve sorte com Paulo, que já trabalha e que já tentou várias vezes criar startups. “Procurava alguém com conhecimento na área dos materiais”. Só faltava a área da comunicação. E foi nesta etapa que entrou Teresa Albino, o terceiro elemento desta equipa e que está no mestrado em Ensino e Artes Visuais no IADE.

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A NAPline, que ficou nos três primeiros lugares do Challenge 1.0, está a recolher apoios para a construção de três cápsulas experimentais. Já conseguiu mais de mil euros na campanha de financiamento colaborativo (crowdfunding) criada na plataforma PPL.

Com o montante obtido pode “fazer a validação junto do aeroporto. Queremos apresentar uma proposta à ANA – Aeroportos com três cápsulas de teste. No início, vamos fazer uma solução individual, que depois pode ser adaptável, após três meses”.

Exemplo de cápsula que vai ser construída pela NAPline durante este ano. Fotografia: DR

Exemplo de cápsula que vai ser construída pela NAPline durante este ano. Fotografia: DR

A proposta passa por “criar cápsulas em colmeia, umas em cima das outras, para poupar espaço” e que vão ser instaladas junto às portas de embarque. O interior vai ser adaptável e vai permitir que as pessoas “tanto possam ficar sentadas como totalmente deitadas. Dentro daquele espaço a pessoa pode fazer o que quiser”, explica Mariana Perdigão. Algo que não existe nas cápsulas instaladas, por exemplo, em alguns aeroportos alemães, garantem os três membros da NAPline.

O acesso às cápsulas poderá ser feito através de um terminal instalado no aeroporto, dispensando recursos humanos. O próprio cliente vai conseguir ver se a cápsula está livre. “A pessoa pode reservar uma cápsula na hora e não tem de perder tempo com reservas”, diz Mariana. Esta solução vai ser implementada até ao final do ano.

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Depois da validação, a NAPline estuda também o desenvolvimento de reservas online e até serviços premium. Para já, “estamos a procurar fazer um preço base de 5 euros por hora”.
A equipa também está a tentar perceber quais vão ser os materiais utilizados para as portas. Aqui poderão ter a ajuda a ajuda da Corticeira Amorim, que, em parceria com a Beta-i, selecionou a NAPline para o Amorim Cork Ventures, um programa de aceleração para startups que tenham produtos e negócios ligados à cortiça.

A NAPline, por agora, quer recolher o maior número possível de apoiantes e ser a equipa com mais dinheiro obtido na plataforma PPL entre as três startups concorrentes ao prémio final do BET24. Só assim é que poderá receber o prémio de mil euros e a viagem a Londres, uma das cidades mais agitadas no mundo do empreendedorismo. Um ponto de partida para este negócio escalar para outras alternativas se for bem sucedido.

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