nBanks: Liberdade de escolha para empresas e contabilistas

Três fazedores saíram da banca tradicional para criar uma fintech que simplifica processos manuais para o mundo digital. África e América Latina são as próximas grandes apostas.

A nBanks quer mudar a forma como empresas e contabilistas lidam com as instituições financeiras. Nascida no final de 2018, esta startup financeira (fintech) abre a porta ao conceito de open banking para este segmento de mercado. Ou seja, dá liberdade de escolha para estas entidades acederem a toda a informação necessária de forma isenta e independente.

Esta solução já captou um investimento de cerca de 500 mil euros e está à conquista dos mercados de África e da América Latina. A plataforma também simplifica os processos manuais para o mundo digital.

"Uma das grandes dores atuais é a consolidação de informação bancária, que ainda é feita manualmente ou que depende da exportação de ficheiros do cliente com o contabilista. Com a nossa solução, é possível partilhar facilmente informação entre empresas e contabilistas", explica ao Dinheiro Vivo um dos fundadores da fintech, Orlando Costa.

A adesão à plataforma está associada a vários pacotes de subscrição: para as empresas, há quatro opções, conforme a sua dimensão; para os contabilistas, há duas alternativas.

A nBanks conta atualmente com uma equipa de 12 pessoas e tem a sede em Valongo, no Porto. Também está associada à associação Fintech House.

A ideia para esta startup começou a nascer no final de 2017. Orlando Costa, Nuno Oliveira e Ricardo Vieira contavam com vários anos de experiência na banca.

"Começámos a analisar em profundidade a diretiva europeia de pagamentos PSD2. Tínhamos como princípio ser uma plataforma independente. Para um cliente que lida com assuntos bancários, para ter capacidade de agregar informação, de forma autonomizada de qualquer entidade bancária. Tínhamos de ser a primeira plataforma independente para dar ao cliente um cofre que reúne toda a informação e que não pode ser acedida por outros clientes", refere o cofundador.

Os três fundadores tiveram um ano para construir toda a plataforma. Durante essa altura, contaram com um investimento de 260 mil euros, angariado junto de amigos, conhecidos e business angels. O dinheiro foi angariado apenas com uma plataforma e com um vídeo de apresentação.

Durante 2019 foi tempo de recolher opiniões junto do mercado. "Era preciso termos um bom queixo para levar vários uppercuts [ganchos]", recorda Orlando. A nBanks acabou por chegar ao mercado no início de 2020, tendo angariado mais de 1200 clientes.

O apelo para a expansão internacional chegou ao longo do ano passado e permitiu à plataforma entrar em países como Angola e Costa do Marfim, além de Argentina, Brasil e Colômbia.

No início deste ano, chegou uma nova injeção de capital, no valor de cerca de 500 mil euros em ronda seed (semente). Além de acelerar o crescimento no estrangeiro, a nBanks poderá chegar aos 22 trabalhadores até ao final deste ano e contar com 50 elementos no final de 2023.

Contrariando a generalidade das startups, a fintech portuguesa tem os olhos postos na sua rentabilidade assim que for possível. "Queremos garantir que o negócio seja positivo já no final deste ano. Isto permite-nos posicionar de outra forma numa possível próxima ronda de investimento."

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