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Newton: Solução de recrutamento por messenger com ADN luso chega a Portugal

empreendedores; startups

A startup Newton, fundada por portugueses em São Francisco (EUA), está a escalar as suas operações e vai chegar a Portugal e ao Japão.

São dois portuenses mas as voltas que a vida dá levaram-nos a criar uma startup em São Francisco, Estados Unidos. Hélder Silva e Rui Costa são os dois fundadores da Newton.ai, uma empresa que tem uma solução de recrutamento através do chat do messenger no Facebook, que casa inteligência artificial com processamento de linguagem natural para encontrar os melhores candidatos para as vagas de emprego. Já a partir do próximo mês vão atravessar as fronteiras e escalar tanto para Portugal como para o Japão.

“O sistema permite encontrar candidatos adequados para uma posição e vice-versa em cerca de 20 minutos. É uma tecnologia com inteligência artificial que cruza o deep learning e o processamento de linguagem natural para conseguir chegar aos melhores match’s. A startup que foi fundada no ano passado conta já com clientes que vão desde scale-ups de incubadoras como o Y Combinator ou o 500 Startups até grandes companhias como é o caso da Nike”, refere a startup em comunicado.

Este sistema socorre-se do processamento de linguagem natural para ler a informação de cada oferta de trabalho, o que permite que o Newton, explica a startup, entenda “que o motorista de camião e estafeta de entregas podem ser trabalhos indicados para o mesmo perfil”.

Hélder Silva, co-fundador e CEO da Newton.ai, explica no documento que: “O que estamos a fazer de novo é a listar uma oferta de trabalho pelas competências necessárias e não pelo seu sentido literal. A ideia é cortar com todas as barreiras que impedem um candidato de chegar à sua oportunidade de emprego ideal. A beleza desta tecnologia é que, para além de nos trazer uma solução que apresenta os melhores candidatos especificamente para aquela oferta, consegue fazê-lo em cerca de 20 minutos e livre de bias”.

Em Portugal, a solução encontra-se em fase piloto, prevendo a empresa que esteja a funcionar no final do próximo mês “para já, para posições técnicas e em língua inglesa. Em abril, o sistema vai permitir recrutar noutras áreas”. Isto acontece porque, diz Hélder Silva, esta tecnologia “é muito dependente da linguagem” e, por isso, “cada vez que entramos num país novo temos de fazer a adaptação e treinar os algoritmos para a região em questão”.

A empresa já recebeu investimento na ordem dos 400 mil dólares (mais de 350 mil euros) por entidades como a Universidade de Oxford ou a Will Group (um dos gigantes nipónicos de recrutamento). Tinha uma avaliação de 5,1 milhões de dólares (mais de 4,4 milhões de euros) no final do ano passado e prevê que, com este investimento e expansão para a Europa e Ásia, tenha um retorno na casa dos 10 milhões de euros no final desta ano. “Só a atividade em São Francisco já trouxe mais de 80 mil candidatos à plataforma”.

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