financiamento

Nove startups nacionais aprendem a ir para a Bolsa

Wine With a View, liderada por Bárbara Vidal é uma das nove startups presentes neste programa da Euronext. Graças a esta startup, podemos provar vinhos junto a monumentos como Torre de Belém e o Castelo de São Jorge. (Octávio Passos/Global Imagens)
Wine With a View, liderada por Bárbara Vidal é uma das nove startups presentes neste programa da Euronext. Graças a esta startup, podemos provar vinhos junto a monumentos como Torre de Belém e o Castelo de São Jorge. (Octávio Passos/Global Imagens)

Programa da Euronext para preparar financiamento conta com mais representantes nacionais neste ano.

Há nove startups portuguesas que estão a aprender como podem ir para a Bolsa e encontrar novas formas de financiamento. Arrancou na sexta-feira a quarta edição do Techshare, o programa da Euronext – a gestora da Bolsa de Lisboa – que dá formação em mercados de capitais a marcas não cotadas.

Crioestaminal, Wine with Spirit, Sensei, InnoWave, Viva Superstars, Void Software, Video Observer, PICadvanced e a Heptasense foram as nove entidades convocadas para a conferência da Euronext. Foram escolhidas por serem algumas das empresas europeias com maior crescimento nas áreas de biotecnologia, software, tecnologia médica, eletrónica, hardware, tecnologia ambiental, comércio eletrónico e tecnologia financeira.

As empresas selecionadas passaram os últimos dois dias na HEC, escola de negócios de Paris, e receberam as ferramentas necessárias para que possam abrir o capital ao mercado no período entre um ano e meio e três anos. A gestora da Bolsa de Lisboa comprometeu-se a facultar informação e exemplos práticos de empresas que já deram este passo.

Esta foi apenas a primeira etapa de um programa que decorre até junho do próximo ano: nos próximos nove meses, as empresas selecionadas vão ter sessões de aconselhamento com vários mentores; em março, irá decorrer mais um seminário de dois dias.

As nove tecnológicas portuguesas fazem parte de um grupo de 135 convocados da Europa, praticamente o dobro face ao ano passado (68 empresas). Pela primeira vez, a Euronext incluiu neste programa empresas de países que não estão abrangidos por esta gestora de mercados europeia, como Espanha, Itália, Suíça e Alemanha.

Além das empresas, Portugal também contribui com formação para os participantes, graças a parceiros como o BPI, a consultora de comunicação JLM&A, a auditora KPMG e o escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles & Associados.

A Euronext é considerado o mercado de ações mais movimentado da Europa, com um valor de mercado conjunto de 3,5 biliões de euros. Entre as entidades cotadas, há 336 empresas tecnológicas nas indústrias do digital, tecnologias ambientais e ciências da vida. No ano passado, estas companhias valiam, em conjunto, 64 mil milhões de euros, segundo os dados da gestora.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: José Carmo/Global Imagens

ISEG estima queda do PIB entre 8% e 10% este ano

António Mota, fundador da Mota-Engil. Fotografia: D.R.

Mota-Engil é a única portuguesa entre as 100 maiores cotadas do setor

António Rios Amorim, CEO da Corticeira Amorim. Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

Lucros da Corticeira Amorim caíram 15,1% para 34,3 milhões no primeiro semestre

Nove startups nacionais aprendem a ir para a Bolsa