O que levou dois farmacêuticos a investir num hotel de luxo no Alentejo profundo

Torre de Palma - Wine Hotel
Torre de Palma - Wine Hotel

A ligação familiar à zona de Monforte, aliada à paixão pela história, gastronomia, vinho ou ao céu estrelado do Alto Alentejo levaram Ana Isabel Rebelo e Paulo Barradas Rebelo a criar o Torre de Palma – Wine Hotel, com abertura marcada para 2 de abril.

Situado junto à aldeia de Vaiamonte, em Monforte (a 200 km de Lisboa, no sentido de Estremoz, cerca de 1hora e 30 minutos de Lisboa), o projeto de enoturismo foi pensado há seis anos pelo casal que vive e trabalha em Coimbra.

Ela, a diretora geral do Torre de Palma, Wine Hotel, é farmacêutica de profissão e cedo se apaixonou por aquele “tesouro escondido no Alentejo genuíno, num monte que data de 1338.” Ele, desde sempre ligado ao sector farmacêutico, concretamente ao associativismo, além de promotor do hotel, é presidente da Bluephama.

“Já tínhamos poucas férias, mas agora o tempo vai ser todo dedicado ao Torre de Palma, Wine Hotel”, assume Ana Isabel Rebelo. Um sacrifício por uma boa causa. É que o projeto, com um investimento de 6 milhões de euros, comparticipados com apoios do QREN Quadro de Referência Estratégico Nacional), Turismo de Portugal e InAlentejo, além de ter criado 20 postos de trabalho diretos e locais, estabeleceu parcerias com fornecedores também locais.

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Assinado pelo arquiteto João Mendes Ribeiro e com decoração de Rosarinho Gabriel, o Torre de Palma – Wine Hotel tem como inspiração o modo de vida da população das vizinhas ruínas romanas de Torre de Palma, baseado na produção de vinho e na criação do cavalo lusitano, que serão o enfoque do projeto.

Em termos de mercados de hóspedes, a prioridade vai para Espanha, norte da Europa, Brasil, além de Portugal. Com o preço da diária ainda em estudo, a sua diretora geral estima andar à volta dos 200 euros, salientado o facto de se tratar de um projeto de cinco estrelas para um target médio-alto, ainda que permita várias experiências para famílias.

Situado numa área de 6 mil metros quadrados, o Torre de Palma – Wine Hotel tem 19 unidades de alojamento, em que se incluem oito casas alentejanas, cinco quartos no Loft Rural, cinco quartos no antigo Celeiro e uma suite presidencial. Tudo somado, o projeto tem uma capacidade de 64 camas.

Além disso, o Torre de Palma, Wine Hotel tem adega, porque terá uma forte ligação ao vinho, consubstanciada nas provas, tendo construídas cinco salas para o feito, além das duas salas de barricas e, claro está, uma vinha. Aqui quem manda é o enólogo Luís Duarte, responsável por vinhos das conceituadas herdades do Esporão e dos Grous.

O Torre de Palma – Wine Hotel tem também um restaurante: o Basilii, nome inspirado numa família romana que viveu na zona entre o século II e V. Aí, comanda o chef Joaquim Ramalho, um filho da terra que fechou o seu restaurante e abraçou este projeto, cuja ementa se inspira na cozinha tradicional alentejana.

O restaurante tem capacidade para 60 pessoas, hóspedes do hotel e clientes de fora. Tal como a Casa do Forno, com capacidade para produção de 70 pães por hora, com uma mesa que permite sentar 12 pessoas.

Ao nível da Sáude e Bem-estar, o Torre de Palma – Wine Hotel tem ainda um SPA, salas de tratamentos, jacuzzi, banho turco, piscinas interior e exterior.

Justamente também no exterior, o projeto tem um picadeiro, onde irá ser promovida a criação do Cavalo Lusitano, tendo sido estabelecidas parcerias com João Moura entre outros.

A capela e a torre, de onde se pode “apreciar um pôr de sol único”, segundo Isabel Rebelo, são outros dos elementos em destaque. A que se juntam, a horta biológica, a loja de produtos regionais da marca do hotel, e o bosque.

Além da unidade hoteleira, Torre de Palma envolve a criação de uma marca de produtos, que visa promover o que de melhor há no Alentejo.

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