novos negócios

O que querem os fazedores? Sentir-se livres

Para os portugueses, o dinheiro é apenas o quarto motivo para a criação de um negócio.

Quatro em cada dez jovens empresários portugueses sentem-se motivados a criar as próprias empresas sobretudo pelo desejo de independência. A conclusão é de um estudo global Walk with Me feito pela Sage, que analisou os motivos e os perfis dos empreendedores da geração millennial.

O desejo de independência, a crença no bem social e o compromisso em manter os colaboradores felizes são as motivações fundamentais dos empreendedores portugueses e que ocupam um lugar fundamental na hora de decidir e começar a criar negócios próprios.

“Em Portugal, quando inquiridos sobre o motivo que os levou a criar um negócio, os jovens empresários são principalmente orientados pela vontade de obter independência (40%) e de tornar uma ideia de negócio em realidade (25%). Deixar um legado de que as pessoas se lembrem (70%) e fazer o bem (69%) são duas grandes motivações destes empresários”, explica a Sage em comunicado a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

Leia mais: Portugal é um país de empreendedores?

O inquérito, levado a cabo em 16 países, revela que os empreendedores podem segmentar-se em cinco perfis base fundamentais. Planificadores, tecnológicos, exploradores, realistas e aventureiros são os cinco tipos de fazedores definidos pelo estudo.

Ainda de acordo com as conclusões do estudo, os empreendedores suíços, australianos e franceses asseguram que a felicidade dos seus colaboradores é a razão que os faz levantarem-se da cama de manhã. Já para os portugueses, o principal motivo para acordarem é o sucesso do seu negócio (35%), o gosto pelo trabalho (20%) e a satisfação dos colaboradores (14%). A vontade de fazer dinheiro surge apenas em quarto lugar nos principais motivos (10%).

“Os jovens empresários da geração Millennial estão a agitar o mercado económico e empresarial. Estão a rejeitar os padrões de trabalho estabelecidos e têm tornado a tecnologia útil e indispensável ao seu negócio. Estes jovens olham para os negócios através de uma nova perspetiva e estão dispostos a trabalhar arduamente para o sucesso. Mas, ao mesmo tempo, procuram ter flexibilidade para decidir como, quando e com quem fazem negócio”, explica Maria Antónia Costa, diretora da Sage para Portugal.

Publicado anualmente pela Sage, o Walk with Me reúne entrevistas a 7400 empreendedores com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos. Além de Portugal, o estudo conta com entrevistados do Brasil, Austrália, Bélgica, Singapura, Suíça, EUA, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, África do Sul, Canadá, Irlanda, Nigéria e Polónia. Em Portugal foram entrevistados quase 600 fazedores.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: Gustavo Bom/Global Imagens

Não conseguiu validar as faturas para o IRS? Contribuintes têm mais um dia

O ministro das Finanças, Mário Centeno, na apresentação das obras de arte da coleção BPN, agora integradas na Coleção do Estado, no Forte de Sacavém. Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

Fundo de Resolução já pagou em juros 530 milhões ao Estado e 90 milhões a bancos

(Filipe Amorim / Global Imagens)

Venda do Novo Banco é “um não-assunto” para o Fundo de Resolução

O que querem os fazedores? Sentir-se livres