Oficina de Música de Aveiro. A melodia quer conquistar a cidade

Escola de música ensina alunos dos 3 aos 90 anos e quer aproximar-se das pessoas: se Aveiro não vai a ela, ela vai a Aveiro

Na semana passada, Zetó Rodrigues teve mais uma surpresa: à escola de música que dirige, e da qual é sócio, a Oficina de Música de Aveiro, chegou um aluno a querer inscrever-se. A ficha de inscrição confirmava duas coisas: a idade do estudante - 88 anos - e a aposta ganha na nova estratégia traçada para o projeto - aproximar a escola das pessoas. Mas nem sempre foi assim.

Zetó, 49 anos, passou pela Phillips, em Ovar, onde trabalhava como comercial, mas cedo percebeu que não podia esconder mais o que realmente gostava: a música. Tinha 20 anos quando decidiu candidatar-se e estudar no Conservatório de Aveiro. Em 1986 entrou: já sabia tocar cavaquinho, passou pela guitarra, acordeão e não descansou enquanto não aprendeu guitarra clássica. Durante oito anos, estudou música no Conservatório e, nos tempos que lhe sobravam, dava aulas de guitarra clássica em várias escolas de música da zona. Em 1997 inscreve-se como aluno número 10 na Oficina de Música de Aveiro, uma escola recém-fundada por Fernando Valente, nesse mesmo ano. Depressa passa a professor de baixo, na nova escola e, três anos depois, integra a direção.

“Quatro anos depois de a escola ser fundada, com mais três sócios comprámos a Oficina”, conta, em entrevista ao Dinheiro Vivo. Pensada, nessa altura, como uma escola de ensino mais direcionado para o estilo jazz, a equipa de Zetó decidiu diversificar a oferta: foi abrangendo rock e pop e cativando cada vez mais alunos. Por isso, de maneira a poderem alargar a estratégia de crescimento do negócio e cortar com o passado, que tinha conduzido a uma situação complicada para a escola, no ano letivo 2014/15, já com três novos sócios, a Oficina de Música de Aveiro mudou de casa e inaugurou o novo edifício. Com ele vieram nova equipa e novas estratégias, que passam por aproximar a escola das pessoas e da cidade, através da criação e dinamização de eventos para a sociedade, estabelecimento de parcerias com escolas e museus, entre outras.

“Acreditamos que devemos ter uma relação mais próxima com a cidade e com as pessoas e que, assim, indo ao encontro delas, será mais eficaz apresentar a escola e torná-la parte da sociedade”, explica. Com 120 alunos entre os 3 e os 90 anos, a Oficina de Música de Aveiro oferece ensino de música para bebés (a partir dos três anos) e aprendizagem de um instrumento, especialmente a partir dos seis anos. Com as novas metodologias de ensino e a aposta nos equipamentos, a escola de música quer continuar a apostar na inovação para criar um espaço confortável e fazer valer o lema “aprender com prazer”.

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