Agroalimentar

OliveEmotion. Um novo azeite para acolher e expandir uma paixão

Isabel Faria: “Queremos criar novos produtos, que possam dar ao mercado uma oferta mais requintada”. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
Isabel Faria: “Queremos criar novos produtos, que possam dar ao mercado uma oferta mais requintada”. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

A nutrição animal deu lugar à nutrição humana. Isabel Faria quer conquistar o mercado pelo sabor

Para trás ficaram 15 anos de trabalho na indústria da nutrição animal, em Portugal e pelo mundo fora, em especial na Holanda. Isabel Faria regressou ao país de origem com um desejo: ligar-se ao universo do azeite, por pura paixão.

Não tem produção própria. Apenas vontade de encontrar novos blends portugueses, para os elevar às mesas dos chefs e às prateleiras de lojas gourmet. E já tem marca própria: OliveEmotion.

Os seus tenros seis meses de existência já foram suficientes para que a marca obtivesse uma inesperada nomeação para os Prémios Mais Alentejo 2018, além de referências em artigos de revistas da especialidade.

Esse foi o alento de que precisava para começar a nova vida, agora em Lisboa, onde nasceu há 42 anos. Está dedicada a 100% à sua empresa, sediada no Loures Inova, um centro de negócios vocacionado para a inovação na área alimentar, instalado no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa.

Uma parte importante do negócio reside nas parcerias. A definição do perfil do azeite contou com a colaboração de uma consultora técnica (sommelier do azeite) com quem foi identificado o primeiro blend para a marca e os produtores. O resultado obtido nasceu da combinação das variedades de azeitona cobrançosa, cordovil e galega, todas com origem no Alentejo, fazendo jus à costela alentejana que Isabel Faria tem.

Mas a ideia é desenvolver outros blends com origem em diferentes regiões do país, e talvez um biológico. A par dos novos sabores, a empreendedora quer ainda lançar uma oferta diferenciadora, para distribuir no canal Horeca (hotelaria, restauração e cafetaria), trabalhando com os chefs.

O objetivo é internacionalizar o negócio, daí o nome inglês da marca, para chegar a determinados países, nomeadamente no mercado europeu, Estados Unidos e Brasil. “A base será sempre Portugal, mas a ideia é diferenciar a oferta, com toques de modernidade e inovação num produto milenar”, explica Isabel Faria.

Por outro lado, admite que “a proximidade da marca ao mundo digital tem por objetivo envolver as gerações mais novas e motivá-las para o consumo de uma gordura mais saudável”.

Com o foco na exportação, Isabel Faria sabe que as quantidades terão de aumentar em produções futuras. Já em preparação. Mas ainda em segredo.

Na primeira produção, ficou-se pelos 2500 litros de azeite, em embalagens de 100, 250 ou 500 ml. Enfatiza o pormenor das garrafas, concebidas a fazer lembrar as de gin ou mesmo as de perfume, para assim acentuar eventuais processos de identidade e aproximação e levar as pessoas a gostarem de as ter.

Esse cuidado denota a sua formação profissional. Isabel Faria licenciou-se em Gestão, com formação nas áreas financeiras e de marketing. A carreira em multinacionais deu-lhe o resto.

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