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Organic Caffe. Respeitar a saúde de quem entra em dietas

Começou com um take away e, em maio de 2015, deu lugar a um restaurante no Estoril. Fotografia: DR
Começou com um take away e, em maio de 2015, deu lugar a um restaurante no Estoril. Fotografia: DR

Depois do sucesso do Estoril, Mariana Pessanha e Diogo Teixeira de Sousa investem em força em Lisboa

Sem glúten, sem lactose, vegetariano, vegan, paleo, detox, raw. Quantas dietas conhece? E quantos restaurantes respeitam essas escolhas alimentares? O Organic Caffe tenta adequar-se às escolhas de cada pessoa, com uma ementa em que as maiores estrelas são os produtos saudáveis. “Deixamos de fora tudo o que danifica o organismo: glúten, açúcares, laticínios, produtos processados. Fazemos o nosso pão, os nossos molhos. Mas não somos fundamentalistas. Há carne, peixe, doces. É perfeitamente possível ser saudável sem grandes restrições”, esclarece Mariana Pessanha.

Depois de sofrer de problemas de estômago após frustrantes dietas e sem resultados permanentes, a fazedora decidiu tirar um curso de Naturopatia em Londres. Depois de regressar, passou a dar consultas de nutrição, através das quais tentava educar as pessoas a saber comer. Um dia decidiu passar à confeção dos alimentos que recomendava. “A maior parte das pessoas põe em causa a sua digestão e saúde, quando entra em dietas. Decidi passar dos conselhos à prática”, conta a fazedora.

Começou com um take away e, em maio de 2015, abriu um restaurante no Estoril, com o namorado, Diogo Teixeira de Sousa. No site pode ler-se que o Organic Caffe é “o único restaurante orgânico, 100% livre de glúten e lácteos, em Portugal, onde as saladas, sumos, refeições principais (carne, peixe, vegan e vegetariano) e snacks são todos feitos na hora e estão disponíveis para take away”.

A iniciativa revelou-se um sucesso. Mais tarde abriram uma pequena banca no Mercado da Ribeira, em Lisboa, e, em junho, vão investir na capital com mais força: no Chiado vai nascer um espaço de dois pisos. “Vamos experimentar dois conceitos diferentes. Num andar teremos uma zona de grab&go e no outro será de restauração”, conta Mariana.

No espaço do Estoril, o casal tem já uma faturação anual de 500 mil euros. Para este ano, esperam alavancar até aos 700 mil, com as três unidades em funcionamento. “Mas ainda temos de perceber como vai correr. Teremos inicialmente uns primeiros meses de adaptação no Chiado, e, por isso, só arrisco os 700 mil, mas quando estivermos a velocidade de cruzeiro, creio que teremos capacidade de chegar aos 1400 euros por ano”, adianta Diogo, engenheiro.

O fazedor explica que, em Lisboa, vão testar novas estratégias. Vão ter a opção da entrega ao domicílio e tentarão trabalhar uma área mais corporate, fechando acordos com as empresas da zona. O casal espera também contratar para o espaço do Chiado 12 novos funcionários. Atualmente, sem incluir os dois, contam com 11 trabalhadores.

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