Geração Milénio

Os Millennials não são todos iguais. Qual é o seu tipo?

Geração 'Millennials'. Fotografia: D.R.
Geração 'Millennials'. Fotografia: D.R.

A geração Millennial é motivada pelo desejo de independência e têm características que os classificam em cinco tipos de personalidades.

Serão os Millennials todos iguais? Esta foi a questão colocada pela Sage, uma empresa especializada em soluções integradas de gestão, que tenta apoiar a atividade de empreendedores em todo o mundo. Nesse sentido, desenvolveu um estudo — Walk With Me –, para responder a essa pergunta.

E a conclusão foi: Existem cinco perfis de Millennials que compõem a geração de jovens empresários em Portugal. Os planificadores (muitos portugueses), os tecnológicos, os exploradores, os realistas (perfil muito encontrado em Portugal) e os aventureiros.

Para começar, a geração Millennial é o termo usado para categorizar os indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000. Pertencem a esta geração os jovens entre os 15 e 35 anos, os filhos da Geração X e netos dos ‘baby boomers’. São apresentados como a primeira geração de nativos digitais. São também designados de geração Y e da Internet. Nasceram na era dos equipamentos eletrónicos, do crescimento rápido do ‘online’ e do mundo das redes sociais.

Além disso, a geração Millennial é motivada principalmente pelo desejo de independência, pela crença no bem social e pelo compromisso em manter os seus colaboradores felizes.

“Os empresários Millennials desempenham um papel importantíssimo na economia startup e estão a moldar os locais de trabalho atuais a um grande ritmo,” explica Stephen Kelly, CEO da Sage.

De acordo com o estudo Walk with Me da Sage, as principais características e atitudes dos empreendedores da geração Millennial em todo o mundo, apesar das variações existentes nos comportamentos desta geração entre os vários países, são estas:

Os Planificadores – Extremamente metódicos na sua abordagem de trabalho, gostam de planear o sucesso de forma cautelosa. Numa perspetiva ambiciosa, nunca acreditam que as coisas são o que parecem e fazem sempre muitas perguntas. O seu objetivo é gostar do que fazem e serem donos do seu próprio destino. Valorizam mais as pessoas que a tecnologia, mas contam com a tecnologia paga para assegurar que se mantêm à frente da concorrência e para chegar aos seus consumidores.

Neste perfil enquadram-se, maioritariamente, os homens (66%) contra 33% de mulheres. É um estilo comum entre os jovens empresários portugueses, mas também predominam na Nigéria, África do Sul e Canadá. São jovens que valorizam os valores pessoais, mas são ambiciosos.

Os Tecnológicos – Anseiam por partilhar as suas ideias com o mundo. Adoram o que fazem e não suportam a ideia de estarem sentados de braços cruzados. Acreditam no poder e eficiência da tecnologia inovadora para se manterem um passo à frente da concorrência e acreditam fortemente nas suas capacidades para rastrear com precisão os seus atuais e futuros clientes. Valorizam mais a tecnologia que as pessoas para o perfeito funcionamento do seu negócio, acreditam fortemente na qualidade da tecnologia gratuita e que as redes sociais são fundamentais para o sucesso.

As mulheres correspondem a 47% dos empresários neste perfil, e os homens 53%. São mais comuns na África do Sul, Estados Unidos e Canadá.

Os Exploradores – São maioritariamente homens (67%), contra 33% de mulheres. São ousados, adoram o desconhecido, bem como descobrir territórios inexplorados. Confiam nos seus instintos e mantêm-se fiéis às suas armas. Para estes ter uma imagem moderna é de extrema importância, porque deixa um legado que todos irão recordar. Apesar de adorarem tecnologia e confiarem na mesma para networking, não a consideram crucial para o sucesso do negócio. Acreditam ser criativos o suficiente para não ter que depender da tecnologia para o sucesso. Fazer dinheiro é mais importante que honrar os valores pessoais e sociais. Acima de tudo, querem ser famosos e querem que o seu negócio seja um grande sucesso.

Com grande potencial para ter mais que um negócio, encontram-se maioritariamente no Brasil, Austrália e Singapura.

Os Realistas – Mais comuns em Portugal, Alemanha e Espanha, são extremamente criativos, mas confiam na tecnologia com vista ao sucesso – de preferência a gratuita. Quanto à sua abordagem ao trabalho e à tomada de decisões, tendem a alternar entre o instinto e as abordagens mais metódicas. Valorizam mais as pessoas que a tecnologia no funcionamento de uma empresa e preferem fazer negócios no mundo real que no mundo virtual. Escolhem a vida sobre o trabalho, mas orgulham-se de trabalhar muito bem e acreditam fortemente no poder das pessoas.

Como nos restantes perfis a maioria são homens (65%), contra 34% de mulheres. O seu objetivo é fazer crescer o negócio e continuar a trabalhar para si próprios.

Os Aventureiros – Querem ser ricos rapidamente e reformar-se cedo, por isso aborrecem-se facilmente e estão sempre em busca do próximo desafio. Não se preocupam nada com as aparências. Procuram formas mais sociais de trabalhar e trabalham melhor quando estão em locais com pessoas. Acreditam que o impacto social é sobrevalorizado e trabalham para manter os colaboradores felizes com quem tendem a partilhar as suas ambições e objetivos. Não se preocupam com a evolução da tecnologia e dizem que seriam capazes de gerir a sua empresa com a tecnologia existente há 20 anos.

Neste perfil, mais comum na Suíça, Bélgica e Polónia, cerca de 72% são homens, contra 28% de mulheres.

Tendo em conta as diferentes caraterísticas, Stephen Kelly, afirma que “não podem ser agrupados juntos como um estereótipo homogéneo. Estes jovens serão a nossa próxima geração de criadores de negócios, os heróis da economia, e perceber o que os move agora coloca-nos numa boa posição para o futuro. Isto aplica-se essencialmente às pessoas que querem fazer negócio com eles, adquirir algo deles, contratá-los ou criar políticas que os ajudem a crescer.”

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