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Oscar. Biscates profissionais com preços à vista de todos

João Marques, fundador, mostra a aplicação da Oscar, com João Afonso Pereira técnico que trabalha com a nova aplicação que junta técnicos profissionais num só local para a realização de biscates e pequenas reparações domesticas.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
João Marques, fundador, mostra a aplicação da Oscar, com João Afonso Pereira técnico que trabalha com a nova aplicação que junta técnicos profissionais num só local para a realização de biscates e pequenas reparações domesticas. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Aplicação reúne técnicos profissionais para reparações em Lisboa e estará no Porto em setembro. Entrada no mercado espanhol será em 2021.

Já não é preciso perguntar aos amigos se conhecem alguém para tratar dos biscates em casa. A Oscar quer transformar este negócio num serviço profissional e com total transparência para os clientes. Desinfeções, reparação de eletrodomésticos e de esquentadores, montagem de móveis ou desentupimentos são alguns dos serviços disponíveis através da aplicação móvel para dispositivos iOS e Android.

O orçamento, apresentado antes da operação, já tem uma estimativa de duração do serviço. Os técnicos só entram na plataforma depois de completarem 10 trabalhos como ajudantes. Para já, a Oscar está disponível na região de Lisboa mas chegará ao Porto em setembro.

Ao abrir a aplicação, o cliente pode escolher o serviço pretendido; depois, faz o pedido, paga com cartão bancário e acompanha o técnico até chegar a casa. No final, o trabalho é avaliado.

Os profissionais são contratados “com base na distância, nas avaliações dos clientes e no número de situações resolvidas semelhantes”, detalha João Marques, fundador da startup.

O preço é definido pela média dos valores cobrados nos serviços personalizados. Cada técnico fica com 70% do montante pago pelo cliente; os restantes 30% são receita para a plataforma. Se houver uma avaria 15 dias depois de uma reparação, o serviço fica por conta do profissional.

Foi a partir de uma experiência pessoal que João Marques fundou a Oscar. “Em 2018, quando mudei de casa, procurava ajuda para instalar um esquentador mas não conhecia ninguém e procurei na internet. Liguei para algumas pessoas mas não havia uma tabela de preços. Tirei um dia de folga para receber uma pessoa em casa e ela não apareceu. Isso mexeu um bocado comigo.”

Formado em Engenharia Informática e de Telecomunicações pelo ISCTE, o fazedor trabalhava na startup portuguesa Advertio como programador. Próximo de João Aroso, um dos fundadores, começou por lhe apresentar a ideia para a Oscar.

“Pensámos que poderia ser uma boa ideia.” E foi assim que João Marques saiu da Advertio para fundar o próprio negócio, com João Aroso como um acionista, em conjunto com David Ferreira da Silva, especialista na área da mobilidade partilhada.

Após ter passado no programa de aceleração da Startup Braga, no início do ano passado, a Oscar foi lançada no início deste ano. Com a ajuda de 70 mil euros da Olisipo Way, foi possível testar o conceito e garantir que “as pessoas não ficassem sozinhas e corressem o risco de ser enganadas”, como pode acontecer noutras plataformas para encontrar serviços.

No início de março, a principal aposta desta startup estava concentrada em pequenas empresas de alojamento local. A pandemia acabou por servir para virar o negócio para os clientes particulares.
Com sede no laboratório Bright Pixel, em Lisboa, e uma equipa fixa de cinco pessoas, a Oscar quer entrar no mercado espanhol no próximo ano, depois de levantar uma ronda de investimento mais volumosa.

Além disso, pretende associar-se a lojas de venda de móveis e eletrodomésticos. “Se comprar torneiras numa loja, a montagem pode depois ficar a cargo dos técnicos da Oscar.”

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