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Outlux: Casamentos low cost e chave na mão

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Em dois meses, dois desafios. Primeiro, Sandra Amaro Gomes, de 30 anos, teve de se despedir da PLMJ (sociedade de advogados onde trabalhava há oito anos, desde que acabara o curso de Direito na Universidade Clássica), uma decisão tomada depois de ter o primeiro filho, Mateus, a quem queria dedicar o máximo de tempo nos próximos dois anos. Segundo, Sandra Amaro criou um negócio para provar que um casamento low cost pode incluir cerimónia, festa baratas e, ao mesmo tempo, ter garantia de qualidade.

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“Quando casei, queria uma coisa diferente. Ia casar-me pelo civil, queria fugir às quintas, ter uma festa pequena. E senti que havia no mercado uma grande falta de opções diferentes. Não havia muita oferta e quanto mais original mais cara”, recorda Sandra.

A ideia de trabalhar por conta própria juntou o agradável – estar com o filho de cinco meses – ao útil – os contactos que já tinha da organização do próprio casamento (há um ano e meio) e os que a mãe de Sandra tem, por trabalhar na área de organização de eventos.

Pegou no telefone, enviou e-mails, bateu a portas, começou a falar do conceito a amigos e a sondar parceiros. O passo seguinte foi investir cerca de três mil euros num site, “a minha cara e a imagem apresentada aos clientes”, e revelar na internet pacotes-modelo de casamentos low cost.

“Os wedding planners destinam-se habitualmente a uma classe mais alta, são um serviço caro, de luxo. Eu queria também transformar esse serviço numa coisa acessível a toda a gente: é perfeitamente possível ter uma pessoa que trate do casamento todo sem ser uma despesa altíssima”, explica a fundadora da Outlux ao Dinheiro Vivo.

Há dois meses, Sandra deixou o escritório de advogados e planeou ficar seis meses sem rendimentos. Ao fim do primeiro mês de trabalho na empresa, adjudicou o primeiro casamento. Nunca pensou que fosse tão rápido começar a trabalhar e a ganhar dinheiro com a Outlux. A margem de lucro da advogada é, regra geral, de 20% em relação ao orçamento total.

O pack mais barato, Keep it Simple, custa cinco mil euros (inclui, entre outras coisas, uma festa para 40 pessoas num jardim, a decoração e até as alianças dos noivos) e é um chave na mão: Sandra trata de tudo. No entanto, os packs são meramente indicativos e servem para dar aos potenciais clientes uma ideia mais real daquilo que a empresa pode oferecer.

“Tudo é alterável e tento sempre fazer um serviço muito personalizado com algumas especificidades. Faço um questionário para saber o que as pessoas querem – muitas vezes ainda não têm muita coisa definida na cabeça. É uma época em que as pessoas precisam muito de apoio e de opiniões, por isso essa vertente de um acompanhamento mais personalizado é necessária e valorizada”, diz.

Negociar com as duas perspetivas – de cliente e de fornecedor – deu a Sandra uma nova visão das coisas e poder para conseguir chegar a preços mais vantajosos. “Enquanto organizava o meu casamento vi que muitas vezes, quando se negoceia numa perspetiva meramente consumidora, o casamento é um chavão que possibilita ser uma coisa hipercara. Não me fazia muito sentido gastar 30 ou 40 mil euros num casamento. E, nesta época de crise, em que as pessoas cada vez mais cortam no que é desnecessário e só gastam no que é mesmo essencial, é uma vantagem ter um serviço que tem algo de original, algo de low cost (mais acessível) e inclui o conceito de chave na mão, para tratar de tudo, desde a cabeleireira ao vestido e às alianças, da criatividade e decoração ao catering e ao local.” Sempre como um serviço altamente personalizado.

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