Ownever: Malas de luxo feitas à mão com manutenção vitalícia

Defensora do "design simples que dure uma vida", Eliana Barros criou uma marca intemporal que pretende ser a nova Hermès portuguesa.

A Ownever é uma nova marca de malas e carteiras de luxo "a um preço mais acessível". Concebidas por Eliana Barros, são produzidas à mão por artesãs de Braga e o objetivo é que "durem uma vida". Para isso, a fundadora promete manutenção vitalícia das carteiras e malas. Desenvolvida em 2020, durante a pandemia, a Ownever (que resulta da junção das palavras inglesas own (ter) e ever (sempre) chegou neste mês ao mercado com a ambição de ser a nova Hermès portuguesa.

Licenciada em design de produto pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Eliana Barros desenvolveu a sua atividade profissional na área do marketing digital em Braga, onde vive, mas despediu-se, no início de 2020, para "dar vida" à sua vontade de desenvolver um projeto próprio. Sabia que queria fazer algo em torno da sustentabilidade e do bem saber fazer nacional, que tivessem um design intemporal e um aspeto minimalista e rapidamente chegou às malas e carteiras. "Uma boa mala é sempre um bom investimento no que à moda diz respeito e, sendo de boa qualidade, podemos sempre utilizá-la com uma série de looks diferenciados, e sem necessidade de a descartarmos facilmente", defende a jovem.

A primeira coleção está aí e é composta por cinco modelos inspirados no estilo de vida francês, com a sua estética minimalista e elegante, e em ícones como a cantora e compositora Françoise Hardy ou a editora-chefe da Vogue Paris, Emmanuelle Alt. São produzidas em bioleather, ou seja, couro com curtimento vegetal, porque, defende, "só com pele se consegue dar durabilidade ao produto que eu pretendia - com as peles sintéticas, não conseguia". São todas em preto, porque é a cor que mais intemporalidade assegura, defende a criadora.

Com preços de venda ao público que vão dos 260 aos 550 euros, as carteiras da Ownever estão disponíveis na loja online da marca e são feitas por encomenda. Precisamente para evitar excedentes de produção, numa lógica de sustentabilidade. E apesar de serem produzidas à mão por artesãs de Braga, Eliana Barros garante que tem capacidade de resposta para entrega em duas semanas. E as primeiras encomendas já começaram a chegar.

Além disso, oferece o serviço de restauro, para que as carteiras Ownever durem, de facto, a vida toda. "Quando gosto de uma coisa tenho muita dificuldade em desfazer-me dela", explica. E não é a única. Quando arrancou com o projeto fez um questionário a mais de mil mulheres e descobriu que "mais de 60% dizem preferir ter uma mala boa do que estar sempre a comprar coisas novas e diferentes".

O investimento de arranque da Ownever foi de 22 mil euros, todo realizado com capitais próprios. A marca ainda está a dar os primeiros passos, mas Eliana acredita que mercados como os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália são "muito recetivos" a este tipo de artigo e pretende, logo que possível, alargar a sua presença a outros destinos. Sempre numa lógica de encomenda prévia.

A recetividade "tem sido muito boa" e, em breve, a Ownever vai lançar outros produtos, como porta-moedas, que permitam o reaproveitamento dos excedentes da pele das carteiras.

Neste primeiro ano de atividade, espera chegar a uma faturação de 100 mil euros.

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