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Web Summit. O casamento com Lisboa é perfeito mas o futuro a Paddy pertence

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Web Summit. O casamento com Lisboa é perfeito mas o futuro a Paddy pertence

Com pouco mais a acrescentar sobre o futuro, Paddy Cosgrave não poupou, no entanto, elogios a Portugal e à organização "incansável".

Quarto e último dia da Web Summit. Significa que é tempo de fazer o primeiro balanço.

Descontraído e com a t-shirt de sempre, Paddy Cosgrave chegou na manhã desta quinta-feira a uma sala de imprensa apinhada e pequena demais para a quantidade de jornalistas que quiseram ouvir a CEO da Web Summit fazer o balanço de mais uma edição da cimeira.

Mas quem esperava ouvir novidades sobre a edição do próximo ano, ou sobre a possível continuidade do evento em Lisboa, saiu com o bloco de notas a abanar.

Paddy foi evasivo na resposta à primeira pergunta, sobre se Portugal ainda tem algo a oferecer à Web Summit. “Se perguntarem a um jogador de ténis a meio do jogo o que ele planeia fazer no fim de semana ele não vos vai responder. O meu único foco é que se vai passar nas próximas 12 horas”.

Questionado sobre a lotação esgotada do espaço, e a possibilidade de estender a cimeira a outras zonas da cidade, Cosgrave afirmou que Lisboa tem “edifícios incríveis”, não descartanto a hipótese de instalar a Web Summit noutros recintos.

Com pouco mais a acrescentar sobre o futuro, Paddy Cosgrave não poupou, no entanto, elogios a Portugal e à organização “incansável”.

“O apoio de Portugal tem sido fenomenal, é o casamento perfeito. O nosso envolvimento com o país não é apenas com o primeiro-ministro ou com o presidente da Câmara. Inclui a polícia, os bombeiros, o pessoal do aeroporto. Têm sido todos incríveis. É difícil para quem está de fora imaginar o nível de coordenação que é necessário para fazer um evento desta escala. É fantástico trabalhar com pessoas com este nível de paixão e compromisso”, sublinhou o CEO da Web Summit.

Sobre as críticas que têm sido apontadas à organização do evento, nomeadamente sobre o preço elevado dos bilhetes e o recrutamento de voluntários, Paddy comentou apenas que “toda a gente tem direito à sua opinião” e que esse é um “aspeto fundamental de uma sociedade democrática”.

Os cerca de dois mil voluntários que a organização recrutou para apoiar a organização do evento têm em média 21 anos e são estudantes universitários, que de outra forma não teriam possibilidades de participar no evento, defendeu-se Cosgrave.

A Web Summit deste ano contou com cerca de 60 mil participantes de 170 países. A batalha pela igualdade de género na tecnologia continua a ser travada, mas Paddy mostrou-se satisfeito com o rácio desta edição: 35% dos oradores e 42% dos participantes foram mulheres. “Um valor mais elevado do que qualquer outra conferência tecnológica do mundo”.

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