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Paulo Bandeira: “Ainda existe dificuldade nas séries A” de investimento

Paulo  Bandeira, sócio da SRS Advogados. (DR)
Paulo Bandeira, sócio da SRS Advogados. (DR)

Sócio da SRS Advogados avisa que Portugal ainda está um passo atrás na captação de investimento em comparação com outros ecossistemas europeus.

As startups portuguesas ainda estão um passo atrás na captação de investimento em comparação com os principais ecossistemas europeus. Este é o entendimento de Paulo Bandeira, sócio da SRS Advogados, e que tem estado nos últimos anos bastante envolvido em rondas de financiamento de algumas das maiores startups portuguesas. Ainda assim, nota o advogado, o aumento dos investidores estrangeiros poderá inverter este cenário.

“Portugal ainda tem alguma dificuldade de financiamento em séries A. Ainda estamos um passo atrás porque em mercados mais maduros e europeus, este problema só existe a partir das séries B. As séries A de financiamento, no estrangeiro, “são rondas com um mínimo de cinco milhões de euros. Em Portugal, esta operação varia entre 1,5 milhões e 3 milhões de euros, o que é considerada uma ronda seed [semente] no estrangeiro”, explica o especialista em entrevista telefónica ao Dinheiro Vivo.

Paulo Bandeira, contudo, acredita que o cenário poderá mudar nos próximos anos, à custa da abertura do país a fundos de capital de risco internacionais. “Vamos ter uma aproximação dos volumes das rondas de investimento [aos montantes praticados no resto da Europa] muito por culpa dos investidores estrangeiros.”

Isto acontece, segundo o advogado, porque “os fundos de capital de risco portugueses apenas poderão colocar um máximo de três milhões de euros por operação”. No limite, apenas o fundo de co-investimento 200M poderá utilizar “um máximo de cinco milhões de euros” por cada ronda de financiamento.

O 200M, acredita o especialista, “pode contribuir muito” para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor nacional. “É raro encontrar um fundo deste género na Europa. Isto ajuda a posicionar Portugal como um país amigo das startups e junto de investidores estrangeiros, com a vantagem competitiva de os investidores externos poderem ficar com a posição do fundo de co-investimento a uma taxa de juro competitiva, maximizando uma mais-valia futura.”

A SRS Advogados está a desenvolver ainda um programa de aceleração de startups nas áreas do Direito, seguros e fintech. O Startup Lab 2019 está a receber candidaturas até 15 de julho.

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