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Pin a pin se constrói este negócio

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Maria Amaral vive entre o melhor de dois mundos: criou um negócio que pode gerir de casa, a partir do computador. Mas não dispensa o contacto direto e ao vivo com os clientes que vai conhecendo, de feira em feira.

É uma nova saltimbanco moderna, dividida entre o computador e a banca de mercado. Este fim de semana esteve mais uma vez na Feira das Almas, em Lisboa, um mercado que já se tornou um ponto de encontro entre ela e os clientes (assim como o mercado do CCB).

O negócio do “Um Pin por dia” começou como um escape. Maria Amaral tem 23 anos e terminou há três o curso de design de interiores e exteriores na Etic e, desde que se lembra que faz trabalhos manuais com fimo e outros materiais fáceis de manusear. Os negócios começaram cedo, “a vender aos tios e primos nas festas de família”, conta. “Porque tinha uma fixação gigante por pins e achava que fazer os meus ia ser muito mais divertido do que comprar” começou a fazer os próprios acessórios em 2008. O primeiro investimento no negócio fê-lo vendendo roupa usada para poder comprar a máquina de fazer os pins e nunca mais parou.

A última “invenção” foram as “Marias Madalenas“, pins adaptáveis às golas das camisas que, segundo Maria, têm sido alvo dos mais rasgados elogios. Só que, entretanto, o objeto de inovação de Maria tinha-se tornado “limitativo”. “Eu queria mais, poder explorar outros materiais e outras utilizações.”

Por isso e, a par da “Um Pin por dia”, Maria criou a Camila (há pouco mais de seis meses). “Comecei por experimentar reciclar peças antigas e agora ando numa fase de madeiras e resinas. Anéis, brincos, colares… aqui os limites são outros, o que eu gosto, e muito!
Inspiro-me em tudo mas, principalmente, em pesquisas que faço online.”, explica. Maria diz que passa horas na internet à procura de ideias e de inspiração e que o aparecimento do Pinterest veio tornar ainda mais desafiante essa procura.

Os preços das peças vendidas, tanto pela Camila como pela Um Pin por dia variam entre 1 e 10 euros e consoante os materiais utilizados. E as encomendas não lhe roubam o tempo de planear outros projetos: em setembro, Maria planeia lançar mais uma marca, desta vez de malas. E prefere não desvendar mais. É que não lhe sobra tempo – calculamos nós: além dos projetos em nome próprio, Maria trabalha a tempo inteiro como assistente numa empresa de eventos relacionados com automóveis e corridas.

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