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Pixels.Camp: Maior evento português para programadores ganha impacto social

Imagem do Pixels.Camp de 2017.
Imagem do Pixels.Camp de 2017.

Fundação Calouste Gulbenkian associa-se ao hackaton da Bright Pixel com desafios para envelhecimento ativo, refugiados e educação.

O Pixels.Camp é cada vez mais o ponto de encontro dos programadores portugueses (e não só). Depois de uma paragem em 2018, o maior hackaton de Portugal está de volta a partir da próxima quinta-feira, dia 21, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa. Durante três dias, haverá workshops, interatividade entre participantes e empresas e ainda a habitual maratona de programação, que este ano ganha novos desafios graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

“Uma das nossas apostas na área de inovação tem sido o papel da tecnologia na resolução de problemas sociais e ambientais. O Hack for Good foi a nossa primeira iniciativa para testar este conceito, em 2016. Fizemos isso durante três anos de forma isolada. Sabendo que este tema tem tanta tração, em vez de fazermos algo à parte, quisemos associar-nos aos hackatons e levar a eles esta novidade para podermos crescer. O Pixels.Camp é incontornável em Portugal e foi por isso que os contactámos”, explica Luís Jerónimo em entrevista ao Dinheiro Vivo.

O diretor-adjunto do programa de desenvolvimento humano da fundação detalha que, com a parceria com o Pixels.Camp, serão incluídos desafios sociais, como o envelhecimento ativo, a integração de refugiados e de migrantes e ainda as questões ligadas à educação e bem-estar das crianças, com destaque para o ciberbullying.

“Esta nova vaga de talento está cada vez mais interessada em fazer a diferença na vida social”, nota Luís Jerónimo. Celso Martinho, líder da Bright Pixel, assinala que “há vários desafios que podem ser resolvidos ou conceptualizados por pessoas que estejam na área das novas tecnologias”.

No final do hackaton, na tarde de sábado, haverá prémios para os 10 melhores projetos, que serão avaliados pelos participantes e por um júri.

Além do Pixels.Camp, a Fundação Calouste Gulbenkian também vai procurar resolver os desafios sociais nos eventos Shift APPens, em abril, em Coimbra, e também no CityHack, em maio, em Tomar. Está prevista ainda a presença num hackaton da região Norte do país.

Para lá do hackaton

A terceira edição do Pixels.Camp – que começou em 2016 – também vai servir para mostrar ainda mais que o evento não se resume à maratona de programação.

Nos cinco palcos do evento, irão decorrer mais de 60 palestras e workshops, liderados pelos próprios participantes, que abordarão as tecnologias emergentes, como Internet of Things, realidade aumentada e realidade virtual, questões de física e aeronáutica, videojogos, entre outros temas.

Os participantes vão poder contar com a ajuda de oradores convidados. Entre eles, destaque para Chris Messina, Walter Belgers e John Graham-Cumming.

Chris Messina, conhecido por ser o inventor da hashtag to Twitter, criador de muitos outros projetos e grande defensor de open source (disponibilizar o código a qualquer pessoa), irá explorar o futuro das relações entre as pessoas, as pessoas e as máquinas e entre as próprias máquinas, no dia 22, às 14 horas.

Walter Belgers subirá ao palco no primeiro dia do evento, às 15 horas, para demonstrar o que têm em comum a abertura de fechaduras sem chave e os ataques informáticos. O especialista em cibersegurança regressa no dia seguinte (22), à mesma hora, para falar do Gigatron, um microcomputador baseado no computador TTL, constituído apenas por chips e sem CPU (unidade central de processamento), mas extremamente complexo e capaz de correr jogos, que se pretende que seja construído pelo utilizador com componentes fáceis de soldar.

John Graham-Cumming, responsável tecnológico da Cloudlflare, entra em palco no dia 22, às 12 horas, para falar sobre o crescimento da empresa, que se tem destacado a nível mundial pelos seus serviços em cloud.

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