Plataforma com ADN português guarda criptomoedas apreendidas nos Estados Unidos

Anchorage, fundada por Diogo Mónica, ganhou concurso público do Departamento de Justiça norte-americano para melhorar combate aos crimes cometidos com criptomoedas.

As criptomoedas já são usadas para cometer crimes. Até agora, contudo, não havia forma de apreender em segurança os ativos digitais apreendidos após investigações nos Estados Unidos. O problema ficou resolvido na semana passada graças a uma plataforma que conta com ADN português.

Liderada por Diogo Mónica, a Anchorage foi escolhida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos para guardar e posteriormente liquidar os ativos digitais apreendidos, segundo comunicado divulgado na semana passado pela startup registada em São Francisco.

"Não há qualquer banco tradicional que proporcione estes serviços porque são extremamente complexos tecnicamente. É muito difícil conservar estes ativos de forma segura. Por isso é que há tantos relatos de pessoas que perderam acesso às carteiras de bitcoins e de outras criptomoedas e que depois não as conseguem recuperar", explicou Diogo Mónica ao portal Vox.

Além de gerir e depois liquidar ativos, o contrato da Anchorage com as autoridades norte-americanas contemplam as atividade de "criação de carteiras e a transformação de tokens [ativos digitais assentes em código numérico] em ativos monetários".

Fundada em 2017 por Diogo Mónica e por Nathan McCauley, a Anchorage tornou-se, em janeiro, no primeiro banco de criptomoedas nos Estados Unidos.

Atualmente com 75 trabalhadores, a fintech tem escritórios no Porto, em São Francisco (onde fica a sede) e no estado norte-americano da Dakota do Sul. No final de fevereiro, a tecnológica arrecadou investimento de 80 milhões de dólares (67,4 milhões de euros, no câmbio atual) em série C.

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