Web Summit 2015

Portas na Web Summit: Lisboa “é uma proposta de valor muito forte”

Na sessão de abertura do último dia de Web Summit, Dublin passou o testemunho a Lisboa. Paulo Portas sublinhou proposta de valor de Lisboa: sol, surf, boa comida, boa internet e infraestruturas

Lisboa tem sol, luz, surf, boa comida, boa internet, ótimas infra-estruturas. E, segundo Paulo Portas, foram essas as principais razões que tornaram possível a transferência da Web Summit, a maior conferência de tecnologia da Europa, para a capital portuguesa.

Na sessão de abertura do último dia do evento na capital irlandesa, o vice-primeiro ministro português subiu ao palco e sublinhou as mais-valias da candidatura.

“Para Portugal conseguir ganhar a cidades como Amesterdão, Londres e Paris, fazer uma proposta de valor melhor e trazer para Lisboa em 2016, 2017, 2018 com a opção de mais dois anos, um encontro mundial desta grandeza do que é a nova economia e do que é a economia mais acessível aos jovens, foi ótimo para Portugal”, disse Paulo Portas, sublinhando as razões:

“Falei de sol, luz que é extraordinária em Lisboa, infra-estruturas, boa cobertura de internet, surf, a maior onda onda filmada, fotografada aconteceu entre a Nazaré e Peniche (…) Podia ter falado de mais coisas mas acho que isto tudo junto é uma grande proposta de valor”.

O vice-primeiro ministro garantiu achar que a organização do evento está “muito feliz” com a ideia de mover a Web Summit “de Dublin para Lisboa” e que “isso não quer nada de mal sobre Dublin, quer dizer muito de bem sobre o nosso país”.

A 23 de setembro, em Lisboa, o CEO da Web Summit anunciou, ao lado de Paulo Portas, a transferência do evento de tecnologia e empreendedorismo para a capital portuguesa durante os próximos três anos, com mais dois opcionais. A propósito da escolha, Paulo Portas enumerou esta manhã as condições que fizeram com que Portugal apresentasse a melhor proposta de valor.

Paulo Portas cumprimenta Paddy Cosgrave, no dia em que a Web Summit se despede de Dublin.

Paulo Portas cumprimenta Paddy Cosgrave, no dia em que a Web Summit se despede de Dublin.

“É como em tudo na vida: é preciso perceber quais são as vulnerabilidades dos nossos competidores e quais são as vantagens que Portugal pode apresentar. Portugal tem boas redes de internet, tem boas infra-estruturas, tem condições naturais absolutamente excelentes. Sol, luz, património, história, surf, oceano, mar, praia, gastronomia, imensa gente fluente em línguas. É um povo de navegadores que contacta naturalmente com pessoas de outras culturas e é uma ponte entre a Europa e a América e África, os portugueses não são desconhecidos em parte nenhuma do mundo, pelo contrário. Por isso é uma proposta de valor muito forte. Havia algumas debilidades nas propostas das outras candidaturas. (…) e, na reta final, nós ganhámos”.

“Os portugueses falam bem línguas, sabem receber e depois há coisas que Portugal tem e mais ninguém tem. E isso também contou a nosso favor”

À espera que Portugal receba dezenas de milhares de pessoas entre 8 a 10 de novembro de 2016 – para assistirem ao evento -, Paulo Portas disse que todos os agentes de turismo serão importantes para assegurar apoio a todos os visitantes. “São pessoas cujos rendimentos são muito variados. Portanto vai ser necessário alojamento local, hostels, hotéis de charme e de várias estrelas”, disse, acrescentando que “as réplicas do que acontecer em Lisboa vão ser mundiais e nós somos muito responsáveis”.

“Os portugueses falam bem línguas, sabem receber e depois há coisas que Portugal tem e mais ninguém tem. E isso também contou a nosso favor”, sublinhou, dizendo que a vitória não se trata de uma questão de “política interna” mas de “promover a imagem de Portugal” fora do país “como uma só nação que se candidatou ao Web Summit e ganhou”.

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