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Portugal Nosso. Chegou a “Amazon da saudade”

Portugal Nosso

Loja virtual quer atrair apreciadores de produtos portugueses espalhados pelo mundo e de marcas que não se encontram nos supermercados.

O projeto Portugal Nosso quer ser a montra dos produtos tradicionais para todo o mundo. Uma espécie de “Amazon da saudade”, em que basta um ou dois cliques para qualquer português no estrangeiro receber um caviar de cerveja de Trás-os-Montes ou um apaixonado pela diferença encontrar uns cogumelos trompeta negra desidratados. À loja do Portugal Nosso, juntam-se serviços na área da alimentação e do mundo vinícola.

O negócio nasceu graças a Pedro Baptista, cabo-verdiano que vive há oito anos em Portugal. “Quero ligar pequenos produtores de norte a sul com o mundo, dando a conhecer o que de melhor se faz por cá e, ao mesmo tempo, proporcionar a todos os portugueses – a viver em Portugal ou no estrangeiro – o acesso aos sabores mais genuínos dessa portugalidade, demonstrando que os produtos de nicho não têm que ser inacessíveis”, destaca este fazedor.

Com um investimento próximo dos 100 mil euros, Pedro Baptista escolheu os produtos nacionais com a ajuda do chef Elísio Bernardes e do enófilo José Silva. “O que se encontra nesta mesa virtual é o culminar de um processo cuidado de pesquisa exaustiva por todas as regiões de Portugal, incluindo ilhas, e do selecionar de um lote de produtos representativos do que cada região produz de melhor em termos de tradição, inovação e boas práticas”, refere Pedro Baptista.

A empresa Portugal Nosso tem sede fiscal em Braga e tem o centro de operações na Maia. Graças a uma parceria com uma empresa de logística, é possível enviar produtos para todo o mundo. O custo dos portes e das taxas alfandegárias – fora do espaço da União Europeia – está incluído nos portes da encomenda.

“Os produtos portugueses têm uma relação qualidade/preço imbatível, são frequentemente destacados entre os melhores do mundo e isso cria uma apetência, uma curiosidade em conhecer por parte dos consumidores internacionais. A distância é cada vez menos uma barreira, até porque temos custos de expedição muito competitivos. Uma vez ultrapassada essa barreira tenho a certeza que não só ficam fãs dos produtos portugueses como vão passar a recomendá-los”, destaca o empresário.

Além do “mercado da saudade”, a Portugal Nosso também procura consumidores que preferem produtos que não estão disponíveis em grandes superfícies e que habitualmente só se encontram em espaços gourmet.

Serviços e consultoria

A aposta em serviços e consultoria é a outra metade do negócio da Portugal Nosso. É uma forma de partilhar o “profundo conhecimento do mercado e dos produtos” de Elísio Bernardes e de José Silva.

Os clientes poderão contratar serviços para um chef ao domicílio, um chef executivo, ou, por exemplo, pedir apoio para estratégia de lançamento de novas marcas ou até o reposicionamento de insígnias já existentes.

A concluir o doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade do Minho, Pedro Baptista conta que a Portugal Nosso chegue ao equilíbrio financeiro entre o final de 2020 e o início de 2021.

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