Português poupa despesas aos restaurantes e recebe 6,1 milhões de investidores

Fundada por Diogo Cunha e pelo espanhol Karan Anand, Katoo tem escritórios em três países e vai abrir centro tecnológico em Portugal.

Há um português que está a poupar dinheiro aos restaurantes. Diogo Cunha fundou, em 2019, a Katoo, startup da área alimentar já presente em Portugal, Espanha e Itália. Os restaurantes podem poupar até 5% nas despesas com fornecedores porque as encomendas são controladas através de uma plataforma e não da caneta e do papel. A solução tem conquistado o mercado e mereceu uma ronda de investimento de 6,1 milhões de euros, anunciada nesta quinta-feira.

A injeção de capital vai servir para desenvolver o produto e preparar o lançamento no mercado da América Latina, em 2022. O investimento permitirá também criar um escritório em Portugal, onde trabalham atualmente cinco pessoas - no final de outubro, serão 10.

A Katoo também conta com escritórios em Espanha (com 40 pessoas) e em Itália (com 20 elementos). Há ainda 10 funcionários da startup em formato remoto. No total, a empresa conta com 75 funcionários.

A equipa praticamente vai duplicar até ao final deste ano, com a contratação de mais de 60 pessoas nas áreas de tecnologia, produto, crescimento e desenvolvimento de negócio.

A operação contou com o fundo de capital de risco português Shilling Founders Fund e dos norte-americanos da Expa, FJ Labs e Soma Capital.

Também participaram na ronda empreendedores como o cofundador da Glovo Sacha Michaud, da Tiller, Dimitri Farber, ou da TheFork, Marcos Alves Cardoso.

Atualmente, a empresa já conta com mais de cinco mil clientes, entre restaurantes e fornecedores.

Para os restaurantes, a solução proporciona uma "taxa de poupança significativa" porque são negócios "que trabalham com margens muito baixas", refere Diogo Cunha em resposta por escrito a questões enviadas pelo Dinheiro Vivo. O fazedor também nota que a plataforma "ajuda a poupar tempo e a reduzir o desperdício".

A aplicação é gratuita para restaurantes "e sempre será", assegura o co-fundador da Katoo, em conjunto com o espanhol Karan Anand.

Para os fornecedores, está a ser construído um construído um serviço "que acrescenta valor" e que lhes permitirá "melhorar as suas eficiências operacionais e aumentar a base de lucro". A opção será lançada nos próximos meses, terá modelos de subscrição e será a fonte de receitas da Katoo.

No último ano, as transações na plataforma atingiram os 220 milhões de dólares (189 milhões de euros). Ou seja, há potencial de mercado para a startup começar a ter receitas.

Em comunicado, o responsável pelo fundo português Shiling, Pedro Santos Vieira, destaca: "a proposta de valor da Katoo e a oportunidade de apoiarmos uma empresa cujo fundador é português a crescer no sul da Europa e na América Latina é uma excelente forma de conseguirmos ter impacto no ecossistema nacional e internacional".

Antes desta ronda de investimento, a Katoo já tinha recebido, no final de novembro, cerca de três milhões de euros. Depois do anúncio desta quinta, as injeções de capital na startup somam, por agora, 9,1 milhões de euros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de