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Portuguesa Bitcliq estica investimento para 1 milhão de euros

Pedro Manuel, líder da Bitcliq, segura o computador portátil junto a alguns dos pescadores e utilizadores da plataforma. (Fotografia cedida pela Bitcliq)
Pedro Manuel, líder da Bitcliq, segura o computador portátil junto a alguns dos pescadores e utilizadores da plataforma. (Fotografia cedida pela Bitcliq)

Fundo para a Inovação Social colocou 350 mil euros na startup portuguesa que reúne frotas pesqueiras aos clientes com tecnologia blockchain.

A Bitcliq esticou a ronda de investimento de 650 mil para 1 milhão de euros. O Fundo para a Inovação Social colocou 350 mil euros na startup portuguesa que reúne frotas pesqueiras aos clientes através de uma plataforma com tecnologia blockchain, segundo o anúncio feito esta quarta-feira através de comunicado de imprensa.

“Este reforço no investimento tem como principal objetivo preparar o alargamento das operações a nível territorial, além da aposta continuada nas componentes de inovação tecnológica, otimização da cadeia logística e transformação digital do setor”, explica o documento.

Em fevereiro de 2019, a Bitcliq já tinha recebido um investimento de 600 mil euros. A operação foi liderada pela sociedade de capital de risco portuguesa Indico Capital Partners, liderada por Stephan Morais. Entretanto, a Indico injetou mais 50 mil euros na startup.

Nascida formalmente em 2013 nas Caldas da Rainha, a Bitcliq tem conquistado a atenção do mercado graças a uma plataforma de comercialização digital de pescado.

Este sistema envolve barcos de pesca (vendedores), restaurantes, pequenas lojas, grandes retalhistas e indústria (compradores) e também os consumidores que, graças à rastreabilidade digital, saberão tudo sobre o peixe à sua frente no momento de o consumir (origem do peixe, quando foi pescado, qual o barco usado e a tripulação, se cumpria todas as condições laborais ou se foi uma pesca sustentável).

A plataforma está no terreno graças ao projeto-piloto Lota Digital, iniciado em 2017 e que resulta de uma parceria estratégica com a Docapesca e que envolve os pescadores da lota de Peniche. Com mais de 30 embarcações aderentes, sobretudo de pesca artesanal, os pescadores obtêm, em média, mais 20% de rendimento.

Isto é possível porque o pescado, ainda no mar, é registado automaticamente no sistema de venda da Docapesca, “antecipando a sua transação comercial com mecanismos de venda mais interessantes para pescadores e compradores, que incluem, além da comodidade, um leilão crescente e valores mínimos de venda”, detalha o comunicado de imprensa.

BitCliq. De Portugal a São Francisco, para “pescar” mais investimento

Espera-se que o projeto Lota Digital chegue a mais embarcações e portos nacionais até ao final deste ano.

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