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Portuguesa DefinedCrowd recebe investimento de 50,5 milhões de dólares

Daniela Braga, CEO da Defined Crowd, fotografada na Web Summit de 2018.
(Diana Quintela/ Global Imagens)
Daniela Braga, CEO da Defined Crowd, fotografada na Web Summit de 2018. (Diana Quintela/ Global Imagens)

Nunca uma startup portuguesa tinha angariado tanto dinheiro em tão pouco tempo. Contratação de 250 pessoas é o principal objetivo deste investimento.

Fornecer dados de alta qualidade para dispositivos de reconhecimento por voz rendeu um investimento de 50,5 milhões de dólares na DefinedCrowd. Na série B de financiamento, anunciada esta terça-feira, a startup portuguesa de inteligência artificial conquistou novos investidores e estabeleceu três recordes. Esta injeção de capital vai ser utilizada no desenvolvimento de novos produtos no mercado internacional e ainda ajudar a duplicar a equipa para 500 pessoas até ao final deste ano.

Esta operação contou com vários tipos de investidores de capital de risco: os portugueses da Semana Next e os ingleses da Hermes GPE investiram pela primeira vez na DefinedCrowd; houve também espaço para vários repetentes como as lusitanas Portugal Ventures, Bynd Venture Capital e EDP Ventures e as internacionais Evolution Equity Partners, Kibo Ventures e IronFire Ventures. Antes disso, já havia investidores como Amazon Alexa Fund, Sony Innovation Fund e Mastercard.

Graças a estes investidores, foram estabelecidos três recordes pela startup fundada e liderada por Daniela Braga em agosto de 2015.

DefinedCrowd. Tornar as máquinas capazes de nos entender é com ela

A nível nacional, nunca uma empresa fundada por uma mulher tinha conseguido levantar tanto dinheiro e nunca uma startup portuguesa tinha demorado tão pouco tempo a levantar mais de 50 milhões de dólares (empresas como a Farfetch, Talkdesk e Feedzai demoraram mais de cinco anos a concretizar esse objetivo).

A nível internacional, trata-se da maior série B de financiamento para uma startup de inteligência artificial fundada por uma mulher.

Daniela Braga destaca que a DefinedCrowd tem conseguido aumentar as receitas e a rentabilidade. “Fechar a série B de investimento é uma validação incrível para tudo aquilo que alcançámos nos últimos quatro anos e meio. Além de termos aumentado significativamente a nossa base de clientes entre as 500 maiores empresas do mundo [ranking Fortune 500], também aumentámos as nossas receitas com os atuais clientes, o que prova a nossa proposta de valor”, destaca a fazedora portuguesa, citada em nota de imprensa.

A especialista em inteligência artificial nota ainda que a procura por esta tecnologia “está a crescer exponencialmente em quase todas as indústrias e geografias. Com o nosso talento, recursos, clientes e investidores internacionais valiosos estamos no caminho certo para sermos a melhor empresa de dados para inteligência artificial”.

Mais emprego

Além do desenvolvimento de novos produtos, a ronda de investimento anunciada esta terça-feira também vai fortalecer a ambição da DefinedCrowd em contratar 250 pessoas até ao final deste ano. Nesse momento, foi anunciado o crescimento das receitas desta startup em 656%, embora não tenha sido revelado o montante.

A meta dos 500 postos de trabalho já tinha sido estabelecida nas primeiras semanas de 2020 e está no caminho para ser cumprida: Dezenas destas vagas já estão disponíveis para especialistas em design e programação nos quatro escritórios da plataforma portuguesa, em Lisboa, Porto, Seattle e Tóquio. (ver vagas nesta página)

Também na altura, a DefinedCrowd anunciou a aberta de novos escritórios até ao final de 2020, embora continue por revelar a localização dos novos espaços de trabalho.

Mais concreto é o montante de investimento angariado por esta startup portuguesa desde que foi fundada: 63,6 milhões de dólares, com base nos dados da plataforma Crunchbase.

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