Portuguesa Kitch entra em Espanha para digitalizar restaurantes

Madrid é a primeira cidade espanhola a receber a plataforma que permite aos restaurantes abrirem lojas próprias na internet ou introduzir serviços próprios de entrega e de take-away.

Pouco mais de um ano depois da fundação, a Kitch arranca com a expansão internacional. Espanha recebe a partir desta sexta-feira a plataforma portuguesa que coloca os restaurantes no mundo digital. A entrada de Madrid no mapa desta startup surge mais de um mês depois do investimento de 3,25 milhões de euros em ronda seed (semente).

"As nossas operações em Espanha vão começar por Madrid, mas a verdade é que o mercado espanhol é incrivelmente interessante. Encontramos em Espanha diversas cidades onde a procura dos utilizadores por delivery e take away através de meios digitais é alta, e a procura pelos restaurantes de um maior controlo das suas vendas online também", explica Rui Bento, co-fundador e presidente executivo da Kitch, citado em comunicado de imprensa.

A empresa também alterou as perspetivas de contratação até ao final do ano: em vez de 30 pessoas, irá contratar 35, duplicando a atual equipa. Cinco das novas entradas destinam-se ao mercado espanhol.

A Kitch tornou-se numa solução para "ajudar os restaurantes a terem mais controlo e a manterem-se independentes no mundo digital". A mudança de estratégia chegou a tempo do segundo confinamento e responde a várias necessidades destes estabelecimentos.

A plataforma portuguesa pode criar lojas online, fornecer um serviço de entrega e de take-away ou simplesmente colocar estes espaços nas principais plataformas de entrega.

Um restaurante mais conhecido beneficia mais com a criação de um portal próprio, com as entregas a serem geridas por parceiros da Kitch e comissões mais baixas, de 5,9% mais três euros por cada pedido - em vez dos 30% cobrados, em média, pelas plataformas de entrega.

Um estabelecimento que se quer dar a conhecer pode pedir à Kitch para ser incluída nas aplicações de entrega: nestes casos, a comissão é de 3,9% mais três euros por cada vez.

A plataforma permite ainda ao restaurantes gerir num só dispositivo todas as aplicações de entrega com as quais pretende trabalhar e ainda ter acesso a toda a informação de venda, para aumentar o controlo.

Para prestar estes serviços é cobrada uma mensalidade de 49 euros para restaurantes com uma a três localizações. Na página oficial, a plataforma defende que os estabelecimentos poderão poupar 620 euros após 1000 pedidos com um preço médio de 15 euros.

100 Maneiras, Boa-Bao e Amélia são três dos mais de 100 restaurantes portugueses que já aderiram à plataforma.

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