cinema

Portuguesa Sound Particles ajudou Spielberg em Ready Player One

Chama-se Nuno Fonseca e é o líder da Sound Particles, empresa que forneceu software de som para o filme de Spielberg que estreia hoje em Portugal.

O som pode tornar um bom filme, num grande filme. “É importante ver com os ouvidos”. A frase é de Steven Spielberg e já o vimos (e ouvimos) assustar-nos ou surpreender-nos com filmes como o Tubarão, ET, Encontros Imediatos do Terceiro Grau, Parque Jurássico, O Resgate do Soldado Ryan, entre tantos outros.

Agora chegou a vez de Spielberg voltar às aventuras épicas que o celebrizaram, tendo a realidade virtual como pano de fundo neste Ready Player One: Jogador 1 (de que já falámos aqui). E se o filme é um tratado de memórias da cultura pop dos anos 1970 e 1980, bem como uma interpretação do que a realidade virtual pode ser em breve, também é uma saborosa viagem de som – uma espécide de montanha russa de sons.

É aí que entra em cena o português Nuno Fonseca e a sua empresa de software de som, Sound Particles. Ao Dinheiro Vivo, o responsável explica que não sabe “exatamente em que cenas mais se sente a utilização do seu software”. “A Kyrsten Mate, que é a sound designer do filme, é utilizadora de longa data do programa Sound Particles, já o utilizou bastante no filme a Grande Muralha [com Matt Damon]”, admite Nuno Fonseca.

A empresa sediada em Leiria já foi finalista aos prémios científicos da Academia de Hollywood (os Óscares) e pode muito bem aspirar, em breve, a ser nomeada para um Óscar. Há alguns meses, a responsável de som de Ready Player One: Jogador 1 pediu mesmo ajuda à empresa com uma cena em particular. “Pediram ajuda técnica numa cena com centenas de sons de lasers, tenho de ir ver o filme para perceber qual era”, explica Nuno Fonseca.

Recentemente, o responsável da Sound Particles pediu a Kyrsten Mate que falasse com um potencial investidor da empresa sobre as vantagens do software. “Estamos a fechar uma ronda de investimento, o que nos permitirá apostar fortemente no desenvolvimento do software nos próximos 18 meses”, indica Nuno Fonseca, que acredita num futuro risonho para a sua empresa que, para já, ainda tem poucas vendas.

A operar em Leiria, o empresário vai duas a três vezes por ano aos EUA para acompanhar os estúdios, participar em eventos e explicar o software. “A versão atual do Sound Particles é só o ponto de partida (o chamado Minimum Viable Product) – queremos fazer muito mais, e acreditamos que ainda existe muito a explorar”. Além do desenvolvimento deste software de som, também têm projetos paralelos com estúdios de Hollywood, mas que ainda não podem ser revelados.

A empresa tem atualmente sete colaboradores (a maioria em part-time), quatro que são docentes do ensino superior e um que é inglês e trata da parte comercial. Nos próximos meses todo este cenário pode mudar, face ao investimento esperado e aos novos projetos.

O software permite aos utilizadores serem autónomos. “Nós fomentamos alguma interação quando eles estão a ter dificuldades para conseguir algum resultado, o que acontece com alguma regularidade”, explica Nuno Fonseca, que vai com regularidade aos estúdios ou envia ajuda preciosa por e-mail.

O futuro parece promissor para a empresa de Leiria que, com o investimento dos próximos meses, promete conquistar o som dos estúdios em Hollywood.

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