Portugueses da Pleasy Play querem puxar pela vida sexual dos ingleses

Nascida como Playbox em 2019, esta startup transformou-se em 2020 e cancelou os clientes antigos. Procura 250 mil euros de investimento na Seedrs.

A braços com um confinamento geral e os impactos da saída da União Europeia, vivem-se dias desafiantes no Reino Unido. Mas a startup portuguesa Pleasy Play chegou a este mercado para melhorar a intimidade dos casais ingleses. Nascida como Playbox em 2019 - como o Dinheiro Vivo escreveu na altura - esta empresa está a captar um investimento de 250 mil euros na plataforma Seedrs.

A grande mudança desta startup deu-se em 2020. Até então, os casais portugueses assinavam uma subscrição mensal de 22 euros; dois ou três dias depois, recebiam em casa uma caixa com vários brinquedos íntimos e a partir daí cada membro do casal começava a receber mensagens no telemóvel, várias por semana, com jogos interativos propícios à sedução

Mas, durante 2020, a ainda Playbox foi uma das selecionadas para a aceleradora de startups da Google com a sociedade de capital de risco portuguesa Indico. E tudo mudou para estar startup, conforme detalha Ana Mikaela, co-fundadora e líder desta solução.

"Apercebemo-nos de que estávamos a proporcionar uma experiência razoável." Depois da experiência do acelerador da Google, foi mesmo tempo para decisões radicais: "cancelámos todos os clientes antigos." A própria fundadora mudou-se de Lisboa para Braga e o foco passou a estar no Reino Unido.

Com a Pleasy Play, mantém-se a subscrição mensal, de 29 libras por mês (32 euros). Contudo, em vez das mensagens para o telemóvel, existe uma aplicação, a ser lançada até ao final deste mês, que proporciona desafios aos casais depois de preencherem um questionário e de o algoritmo fazer todas as análises. A subscrição inclui ainda o envio de uma caixa com brinquedos íntimos a cada dois meses.

Até 2024, estima-se que o mercado mundial do bem-estar sexual passe a valer 39 mil milhões de dólares (31,3 mil milhões de euros), com o Reino Unido a crescer 43% porque apenas um terço dos adultos está satisfeito com a sua vida íntima. Para atrair clientes, a Pleasy Play tem lançado vários podcasts nas últimas semanas sobre a intimidade dos casais.

Com uma equipa de quatro pessoas, Ana Mikaela também quer colocar a Pleasy Play em França e Alemanha ao longo deste ano e com uma aplicação nativa. A partir de abril, será disponibilizada uma versão para os casais homossexuais.

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