Portugueses e britânicos melhoram saúde e recebem 2,4 milhões

Com operações em Portugal e no Reino Unido, Abtrace utiliza dados dos registos de saúde, em conjunto com ferramentas de inteligência artificial, para apoiar profissionais no cuidado a doentes crónicos. Equipa vai crescer para mais de 20 elementos.

Com "nacionalidade" portuguesa e britânica, a Abtrace utiliza dados armazenados nos registos eletrónicos de saúde, juntamente com ferramentas de inteligência artificial, para apoiar os profissionais de saúde na monitorização de doenças crónicas. A startup, graças à solução baseada em cloud, arrecadou um investimento de 2,4 milhões de euros, segundo comunicado divulgado esta quinta-feira.

A injeção de capital servirá para reforçar a equipa, disponibilizar a plataforma de monitorização de doenças crónicas no mercado inglês e acelerar o desenvolvimento da plataforma para a deteção precoce de cancro, apurou o Dinheiro Vivo junto de fonte oficial da startup.

Atualmente com 13 trabalhadores nos escritórios de Portugal e do Reino Unido, a Abtrace vai duplicar a equipa no próximo ano e meio: até ao final deste ano, vão entrar três programadores e dois cientistas de dados; nos 12 meses seguintes, serão contratados sete especialistas de vendas e marketing para o Reino Unido e cinco programadores para Portugal.

A ronda de investimento foi liderada pela sociedade de capital de risco Faber, que injetou 1,3 milhões de euros; o restante montado foi colocado pelo business angel Ganexa Capital e a agência de inovação britânica Innovate-UK.

Esta tecnologia ganhou importância porque o combate à pandemia deixou os centros de saúde com reduzida capacidade de resposta a uma procura ainda mais acentuada dos seus serviços. O software permite uma maior eficiência na gestão das ações clínicas e dos recursos humanos que as executam.

Por isso, vários centros de saúde britânicos estão num projeto que abrange mais de meio milhão de pacientes no desenvolvimento de algoritmos para a deteção precoce de novas doenças, particularmente o cancro, potenciando o impacto deste produto.

A própria equipa executiva da Abtrace é repartida entre portugueses e britânicos: Umar Naeem Ahmad é o presidente executivo, coadjuvado pelo responsável de operações, Hélder Tão Soares; a responsável de compliance, Cristina Correia; e o responsável tecnológico, Kerim Suruliz.

Esta foi a segunda injeção de capital na Abtrace. Antes disso, a plataforma já tinha recebido 2,3 milhões de euros de investidores externos, através do programa de saúde Wild Card, do instituto europeu de inovação e tecnologia (EIT-Health) e da agência de investimento britânica UKRI.

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