inclusão social

Portugueses que ensinam línguas conquistam Banco Europeu de Investimento

Pedro Tunes, posa em estúdio com um globo terrestre.  É um dos responsáveis da Speak:  um programa linguístico e cultural em que qualquer pessoa se pode inscrever para aprender ou ensinar uma língua ou cultura, incluindo a do país onde reside. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Pedro Tunes, posa em estúdio com um globo terrestre. É um dos responsáveis da Speak: um programa linguístico e cultural em que qualquer pessoa se pode inscrever para aprender ou ensinar uma língua ou cultura, incluindo a do país onde reside. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Projeto Speak recebeu 20 mil euros e ficou em segundo lugar no torneio de inovação social, entre 212 equipas de 31 países.

Portugal esteve em destaque no torneio de inovação social organizado pelo Banco Europeu de Investimento. O projeto Speak, que ensina línguas a imigrantes e que contribui para a inclusão social, ficou em segundo lugar na competição que decorreu na semana passada em Copenhaga, na Dinamarca, tendo recebido um prémio de 20 mil euros.

“A inclusão social de pessoas migrantes e refugiados é um dos maiores e mais relevantes desafios dos dias de hoje. Um prémio desta dimensão num palco com esta importância não só valida o caminho que tem sido feito mas mais importante que isso abre portas para que possamos replicar e ajudar cada vez mais. O Speak ainda tem um caminho de crescimento a fazer para conseguirmos fazer a diferença em escala. O mundo precisa de mais projetos de comunidade, de projetos como o Speak, maiores e melhores”, destaca Hugo Menino Aguiar, um dos fundadores deste projeto, em declarações por escrito ao Dinheiro Vivo.

O projeto Speak foi fundado em Leiria em 2014 e promove cursos de línguas em quatro países: Portugal, Espanha, Itália e Alemanha. Cada curso tem a duração de três meses e cada sessão dura hora e meia, em horário pós-laboral, como explicou Pedro Tunes, responsável de operações, em entrevista publicada no Dinheiro Vivo em setembro de 2017.

Nos últimos meses, este projeto recebeu o selo Europeu para as línguas atribuído pela Comissão Europeia e foi selecionado como uma das soluções responsáveis por garantir que todas as pessoas refugiadas que chegam a Portugal têm acesso a experiências de aprendizagem de português.

No torneio de inovação social, o Speak não concorreu sozinho. Entre os 15 finalistas estiveram mais três projetos portugueses: Book in Loop (reutilização de manuais escolares), Matter (reutilização de resíduos), Planetiers (mercado online de produtos ecológicos) e Trigger.System (controlo de sistemas de rega de forma automática e eficiente).

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