Portugueses vão guardar malas de viagem na Áustria

LUGGit dá o salto para o estrangeiro: depois de Lisboa e Porto, startup portuguesa recolhe, guarda e entrega malas em Viena. Nos próximos dois anos serão acrescentadas três cidades europeias.

A solução portuguesa para bagagens LUGGit atravessou a fronteira e chegou esta terça-feira à Áustria. A startup que permite a qualquer turista, através de uma aplicação móvel, pedir um condutor para recolher, tomar conta e entregar as malas de viagem começou a funcionar na cidade Viena. É a terceira cidade onde a empresa está a operar, depois da entrada em Lisboa e no Porto, em 2019.

Depois de mais de um ano a sofrer com os problemas da pandemia no mercado turístico, a LUGGit tem duplicado (+115%) o número de clientes mês após mês desde maio. Enquanto o mercado sofria com a covid-19, a equipa de 10 pessoas da startup de Aveiro desenvolveu a tecnologia e iniciou agora a expansão internacional.

"Este passo deve-se única e exclusivamente à qualidade da nossa equipa. Com todas as condicionantes externas inerentes a qualquer negócio turístico nos últimos tempos, fomos capazes de desenvolver produto e estratégia. Desde o início que o nosso objetivo é colocar a LUGGit no mundo e o facto de começarmos pela Áustria, permite-nos enfrentar uma realidade bastante diferente da portuguesa e com isso, aprender o máximo possível", destaca o co-fundador e líder da LUGGit, Ricardo Figueiredo, citado em comunicado de imprensa.

Atualmente, a plataforma trabalha com mais de 60 empresas de gestão de alojamento local em Lisboa e Porto, num total de 1500 apartamentos. A plataforma portuguesa cria páginas na internet personalizadas para cada uma destas empresas e que depois estão acessíveis aos turistas.

A entrada no mercado internacional já tinha sido antecipada pela LUGGit em entrevista ao Dinheiro Vivo publicada em janeiro de 2020. Antes da pandemia, antecipava-se a expansão para o estrangeiro "até ao final do primeiro semestre", referiu na altura Ricardo Figueiredo.

A empresa recebeu, em 2019, uma ronda de financiamento da Portugal Ventures - sociedade pública de capital de risco.

Como funciona?

Através de uma aplicação móvel - que tem o nome da empresa -, os utilizadores podem pedir para as suas malas serem recolhidas em determinado local e entregues no horário e sítio determinado pelo utilizador. Durante este período de tempo, estas são guardadas num dos armazéns da empresa portuguesa.

Quando os keepers (condutores) recolhem as malas, estas ficam cobertas por um seguro e são seladas, na presença do cliente, com uma fivela que contém um código QR cuja leitura permite fazer o acompanhamento em tempo real, algo que "credibiliza toda a operação".

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