Dinheiro

Como eles pouparam para se reformarem aos 43 anos

Mindy e Carl. Fotografia: D.R.
Mindy e Carl. Fotografia: D.R.

Em 2013, Carl e Mindy decidiram criar uma estratégia a quatro anos que lhes permitisse deixar de trabalhar em 2017, com 43 anos.

Carl e Mindy conseguiram reformar-se aos 43 anos de idade. De acordo com Carl, a boa notícia é que qualquer um – com a salvaguarda de que esta realidade é a norte-americana e não a portuguesa – pode usar a estratégia seguida pelo casal, sem necessidade de um especialista em contas. Tudo o que precisa é de “tomar as decisões adequadas no que diz respeito às poupanças e aos investimentos”, escreveu no blog 1500 Days, onde relata a experiência.

Mais, o objetivo deste casal era ter uma carteira de investimentos de um milhão de dólares, não ter dívidas até fevereiro de 2017: essas condições permitiriam ao casal reformar-se aos 43 anos. A verdade é que seguiram a estratégia tão bem que conseguiram alcançar a sua meta antes do previsto – em abril de 2016- e agora apontam chegar aos 1,12 milhões de dólares em fevereiro de 2017 e reformarem-se oficialmente.

Como tudo começou

Carl, na altura com 38 anos, era programador e estava a ter um péssimo dia de trabalho. E pensou que “não havia maneira de continuar o que estava a fazer até completar os 65 anos para se aposentar”.

Inspirado na ideia de deixar de trabalhar mais cedo, Carl, pai de dois filhos, prometeu a si mesmo criar uma carteira de investimentos e liquidar todas as dívidas até fevereiro de 2017, o que lhe permitiria aposentar-se em 1500 dias, com apenas 43 anos.

O plano

O casal avaliou quanto dinheiro precisava para se reformar de uma forma confortável, em 2017. Para isso, analisou todos os hábitos de consumo ao longo de vários meses. “A minha mulher anotava tudo o que comprávamos. Cada vez que regressávamos a casa do supermercado ou de pagar as contas anotávamos tudo”, conta no blog.

A partir desses registos determinaram que podiam viver bem com 24 mil dólares por ano mas, para se sentirem seguros, acrescentaram 6 mil, ou seja, passaram para 30 mil dólares anuais.

Depois usaram a “regra dos 4%”, (a regra diz que a pessoa deve retirar 4% do seu património no primeiro ano de reforma e viver com esse valor. No ano seguinte deve retirar o mesmo montante mais o valor da inflação, e assim sucessivamente, por 30 anos) e, com estes cálculos chegaram ao que seria o valor ideal.

“Baseado nesta regra, determinei que precisava de 80 mil dólares para me reformar sem dívidas”, escreveu Carl, acrescentando que, por querer dar estudos aos filhos, subiu o valor para a meta de um milhão de dólares.

“Baseado nesta regra, determinei que necessitava de 80 mil dólares para me reformar sem dívidas”, escreveu Carl, acrescentando que, por querer dar estudos aos filhos, subiu o valor para a meta de um milhão de dólares.

A partir desse momento o casal comprometeu-se a pôr de parte 20 mil euros mensais para a carteira de investimentos, que já contava com ações no valor de 570 mil dólares quando iniciaram o projeto. Essa era uma vantagem, uma vez que já tinham passado anos a poupar parte dos seus salários.

A partir daí, continuaram a monitorizar os seus gastos e reduziram no consumo, isto porque, afirma Carl, “todos podem encontrar formas de cortar em gastos”. Para isso, recomendam que cada um analise cada gasto de maneira a perceber como usa o dinheiro e onde estão as “fugas” financeiras que podem ser cortadas.

Durante esse tempo, Carl manteve o seu emprego e começou a fazer a manutenção das casas dos seus vizinhos e a desenvolver aplicações móveis nos seus tempos livres. Mindy, que até essa altura era dona de casa, começou a escrever numa página web de investidores. Trabalhos que ambos querem continuar a fazer durante a reforma. Entretanto, o casal foi fazendo alguns investimentos: a compra de uma pequena casa, que foram remodelando para permitir subir o preço na altura da venda, e o investimento no mercado bolsista, que recomendam “apenas para quem conhece bem as regras do jogo”. Uma das empresas em que investiram foi o Facebook.

Este plano a 1500 dias, admitem, mudou a atitude do casal face ao dinheiro. “Aprendi que não se necessita de muito dinheiro para viver”, disse, em entrevista ao podcast Farnoosh. “A nossa qualidade de vida não mudou desde que reduzimos os gastos. Não preciso de um grande plano de dados, nem um enorme plano de canais de TV por cabo. Não as tenho e, na realidade, não faziam a diferença na minha vida”.

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