Prémio ANJE/Dinheiro Vivo premeia CEO da Cabopol

Já se sabe quem é o vencedor do Prémio Jovem Empreendedor 2017. E há mais vencedores: o Jovem Empresário powered by Dinheiro Vivo.

Infraspeak, Veniam, Grupo Valerius, Luís Portela e Rita Meneses foram os grandes vencedores da Gala do Prémio Jovem Empreendedor 2017, organizada esta quarta-feira à noite, no Palácio da Bolsa, no Porto, pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). A ANJE já tinha anunciado a atribuição do Prémio Carreira a Luís Portela, CEO da Bial, e revelou ainda os vencedores de dois novos prémios: o Prémio Jovem Empresário powered by Dinheiro Vivo e o Prémio Scale Up Portugal.

A grande vencedora deste ano foi a Infraspeak, uma startup sedeada no Porto e baseada num software de Facility Management que permite gerir de forma simples e eficiente os processos de manutenção, auditorias, limpezas e higiene e segurança no trabalho, nem como pequenas obras. Fundada por Felipe Ávila da Costa e Luís Martins, há dois anos, a startup tecnológica já opera em Portugal, Brasil, Angola, Sérvia e Reino Unido, gerindo mais de três mil edifícios. A vencedora destacou-se entre as seis finalistas (Heptasense, a Inbictum, a Promptly, a Scubice e a Stratio Automotive) escolhidas entre 140 candidaturas.

Com o apoio do IEFP e da Pricewaterhouse Coopers (PWC), o júri avaliou as características inovadoras do projeto, a viabilidade económico-financeira, a exequibilidade financeira e operacional e a diferenciação no mercado. A vencedora vai receber um prémio global avaliado em 36 mil euros, composto por 20 mil euros, apoios da ANJE no valor de 10 mil euros e serviços da PwC no valor de 6 mil euros.

Inspirada pela edição do Dinheiro Vivo do passado mês de maio, "Eles dão que falar. 40 líderes com menos de 40 anos", a ANJE decidiu atribuir este ano um novo galardão, denominado Jovem Empresário powered by Dinheiro Vivo. Rosália Amorim, diretora do Dinheiro Vivo, integrou o júri que avaliou o perfil de liderança, a disrupção sectorial e o potencial de escalabilidade do negócio dos candidatos.

A vencedora foi Rita Meneses, CEO da Cabopol, de 36 anos. A jovem empresária criou, aos 29 anos, uma marca de plásticos biodegradáveis denominada Biomind, acabando por assumir a liderança da empresas fundada pelo pai, em Porto de Mós, pouco depois. A Cabopol é uma das maiores empresas da Europa na produção de compostos termoplásticos utilizados na indústria automóvel, no setor hospitalar, no calçado e na construção, exportando cerca de 60% do que produz para 30 países.

Novidade, ainda, este ano, foi o prémio Scaleup Portugal Award, atribuído em duas categorias distintas: a Tech e a Indústria 4.0. A Veniam, scaleup do Porto que transforma os veículos em hotspots móveis, foi distinguida na primeira categoria e o Grupo Valerius, PME de Barcelos exportadora de têxteis técnicos, na segunda. A PwC avaliou os candidatos a estes prémios avaliando, no primeiro caso, negócios de crescimento acelerado na área tecnológica com mais de 500 mil euros de receitas e mais de um milhão de euros angariados em financiamento, e, no segundo caso, pequenas e médias empresas de elevado crescimento a operar em setores tradicionais e enquadrados no perfil da Indústria 4.0.

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