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Prémio João Vasconcelos. A criadora da DefinedCrowd herdou as luvas de boxe

Daniela Braga, da Definedcrowd, foi a vencedora da primeira edição do prémio João Vasconcelos - Empreendedor do Ano 2019. Foto:  Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens
Daniela Braga, da Definedcrowd, foi a vencedora da primeira edição do prémio João Vasconcelos - Empreendedor do Ano 2019. Foto: Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

A Startup Lisboa lançou o prémio e recebeu mais de 43 candidaturas na primeira edição. Depois da vitória de Daniela Braga, quer chegar a todo o país.

Em 2015, quando fundou a startup DefinedCrowd, que tem uma plataforma de recolha de dados para treino de inteligência artificial, Daniela já vivia nos EUA. Depois de dados os primeiros passos, o crescimento da empresa exigia um segundo escritório, e foi então, numa passagem por Portugal, que parou na Startup Lisboa e pediu para ser recebida pelo diretor, então João Vasconcelos. “Ele não tinha horário para mim mas em cinco minutos deu-me uma oportunidade. Doutra maneira, teria ido para Londres incubar a subsidiária”, conta. Não foi. Ficou em Lisboa e já abriu um segundo escritório, agora no Porto.

Na quarta-feira, Daniela Braga foi a vencedora do Prémio João Vasconcelos – Empreendedor do Ano 2019, lançado para distinguir fundadores que tenham qualidades que o ecossistema reconhecia ao primeiro diretor da Startup Lisboa e ex-secretário de Estado da Indústria, que morreu em março. Logo na estreia, o júri recebeu 43 candidaturas, só de Lisboa. Para a próxima edição, a ideia é alargar o prémio à escala nacional.

Hoje, a DefinedCrowd dá emprego a cerca de uma centena de pessoas no país. “Concorremos porque o João Vasconcelos está na origem da tecnologia made in Portugal”, diz. “É por causa dele que temos cem pessoas aqui, porque nos deu aquela oportunidade.”

A empreendedora não esconde que a startup que fundou ainda está a crescer, o que torna complicado avaliar o ecossistema e perceber como é que pode perpetuar o legado de João Vasconcelos. Mas sabe que a DefinedCrowd tem “atraído mais talento em tech porque as mulheres [que trabalham em tecnologia] veem-me como um role model. Não damos preferência, mas há um influxo por causa desta inspiração positiva. Apercebendo-me do impacto que estou a ter, não só nas mulheres da minha empresa mas como referência na área de empreendedorismo, tenho a obrigação ética de fazer alguma coisa. E vou fazer”.

O próximo unicórnio?

O objetivo do trabalho que está a ser desenvolvido pela startup “é permitir que os humanos comuniquem com máquinas da mesma forma que comunicam entre si. As máquinas estão em todo o lado, estamos rodeados delas”. Com várias parcerias com tecnológicas, não é de estranhar que mais de 90% da receita seja gerada nos EUA. Com a ambição declarada de ser o próximo unicórnio (ter uma avaliação de mil milhões de dólares), a DefinedCrowd já levantou 13 milhões em financiamento. E não quer ficar por aqui: está a trabalhar numa ronda de série B, que deverá ser anunciada em breve.

Daniela Braga assume que uma parte importante do novo financiamento será canalizada para o desenvolvimento do produto, além de precisar de aumentar as equipas – incluindo em Portugal.

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