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Primeiro edifício do Hub Criativo do Beato abre no início do segundo semestre

Antiga fábrica do pão vai ser transformada no novo espaço de incubação da Startup Lisboa no Hub Criativo do Beato. (João Silva / Global Imagens )
Antiga fábrica do pão vai ser transformada no novo espaço de incubação da Startup Lisboa no Hub Criativo do Beato. (João Silva / Global Imagens )

Espaço de trabalho partilhado Factory será primeiro local a ser inagurado. Investimento total no hub criativo é de 55 milhões de euros.

Máquinas pesadas e barulho por todo o lado ditam o ritmo das obras naquele que vai ser um dos maiores espaços para o empreendedorismo e as indústrias criativas da Europa. O antigo espaço dedicado à manutenção militar está a transformar-se no Hub Criativo do Beato e o primeiro edifício será aberto no início do segundo semestre deste ano.

O anúncio foi feito esta segunda-feira, no Beato, pela Startup Lisboa, a entidade que, a mando da câmara de Lisboa, vai dinamizar este complexo, com 35 mil metros quadrados de terreno e 50 mil metros quadrados de construção total. Quando todo o projeto estiver concluído, estima-se que cerca de três mil pessoas possam trabalhar neste espaço, espalhadas por 18 edifícios.

Naquele local, estão a ser investidos 55 milhões de euros: cinco milhões por parte do município, para obras de infraestrutura; 50 milhões por parte das entidades privadas que estão a fazer obras no interior dos edifícios.

O Hub Criativo do Beato não terá muros para o exterior e será uma espécie de praça da tecnologia: haverá vários acessos pedonais e a circulação automóvel será limitada a veículos autorizados. Além disso, serão criados espaços para deixar bicicletas e vão existir mais ligações de autocarro para o local.

Mapa dos edifícios do Hub Criativo do Beato - Ala Sul-01

Fase um

O primeiro edifício a ser inaugurado é a antiga fábrica de massas e a antiga fábrica da bolacha. Este espaço, com 10 mil metros quadrados, será ocupado pela Factory, empresa alemã de espaços de coworking (trabalho partilhado). Dentro dos escritórios da Factory em Portugal vai estar o centro tecnológico da Mercedes em Portugal, o Mercedes-Benz.io.

A antiga fábrica da bolacha vai abrir com atraso de vários meses em relação aos prazos iniciais. “Não era expectável a necessidade de fazer obras de reforço estruturas neste edifício”, assumiu Miguel Fontes, diretor da Startup Lisboa, durante a apresentação.

Factory Lisbon vai ocupar antiga fábrica de massas e da fábrica da bolacha.   (João Silva / Global Imagens )

Factory Lisbon vai ocupar antiga fábrica de massas e da fábrica da bolacha.
(João Silva / Global Imagens )

O segundo edifício a ficar concluído será a antiga central elétrica. Naquele espaço, vai nascer uma microcervejeira, um espaço de restauração e ainda haverá um palco para vários espetáculos da The Browers Company, a nova marca do Super Bock Group para promover as cervejas portuguesas. Este projeto foi desenhado pelos arquitetos Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura e a obra ficará pronta entre o final de 2020 e o início de 2021. As primeiras indicações apontavam para a abertura deste espaço em outubro de 2019.

Interior da antiga fábrica do pão, que será ocupada pela Startup Lisboa. (João Silva / Global Imagens )

Interior da antiga fábrica do pão, que será ocupada pela Startup Lisboa. (João Silva / Global Imagens )

Entre a microcervejeira e a Factory Lisbon, há mais dois espaços que serão abertos entre 2020 e 2021. O edifício da restauração ficará concluído no final de 2020. A antiga Fábrica do Pão será ocupada pela própria Startup Lisboa: no espaço de 7000 metros quadrados, além da incubação de startups, será instalado, no final de 2021, o centro de inovação Diverge, do grupo Delta Cafés, e o hub de desenvolvimento tb.lx, também do grupo Daimler, que aposta na inovação e serviços digitais no sector dos veículos comerciais, de camiões e autocarros.

Fase dois

Na segunda etapa de desenvolvimento do Hub Criativo do Beato, vão nascer os espaços de residência partilhada (coliving), edifícios dedicados às indústrias criativas e ainda o núcleo museológico da EGEAC, a empresa que gere os equipamentos e animação cultural da cidade de Lisboa.

O espaço de coliving vai funcionar no antigo Convento das Grilas/Edifício do Relógio, e vai ocupar uma área de cerca de 4200 metros quadrados. A Startup Lisboa pretende que neste espaço exista um “projeto de habitação partilhada, para utilização temporária de curta ou média duração, vedado a fins turísticos e alojamento local”. Esta residência vai ser explorada por um consórcio internacional, cuja identidade será revelada nas próximas semanas.

Antigo Convento das Grilas será transformado num espaço de coliving.  (João Silva / Global Imagens )

Antigo Convento das Grilas será transformado num espaço de coliving.
(João Silva / Global Imagens )

Os edifícios dedicados às indústrias criativas vão ser utilizados por estúdios ou empresas que se dediquem a projetos nas áreas de multimédia, design, realidade aumentada, realidade virtual e arte urbana.

O núcleo museológico da EGEAC vai ser instalado na antiga fábrica de moagem e vai servir para expor grande parte dos equipamentos retirados dos 20 edifícios da Ala Sul do Beato.

Ainda nesta etapa, vai nascer o Repair Café, iniciativa de economia circular para reparar eletrodomésticos estragados mas que ainda podem ganhar uma nova vida.

Fase três

Na última etapa de desenvolvimento da ala sul, vai existir um parque de estacionamento e mais dois edifícios que poderão ser ocupados por empresas tecnológicas.

O parque de estacionamento, que será explorado por uma gestora privada, vai contar com seis pisos, três subterrâneos e outros três à superfície. No último piso, vai existir uma praça, com ligação à rua do Grilo, e um miradouro.

Neste espaço, vai nascer um edifício para uma grande empresa tecnológica. (João Silva / Global Imagens )

Neste espaço, vai nascer um edifício para uma grande empresa tecnológica. (João Silva / Global Imagens )

Para os outros dois edifícios, “há várias manifestações de interesse” em instalar um “projeto de referência de uma grande tecnológica”.

A ala Sul da antiga manutenção militar de Lisboa foi concessionada, em 2016, pelo Exército ao Município de Lisboa por um período de 50 anos.

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