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Protechting. Da América Latina à Ásia, à procura da melhor startup

Eduardo Rodrigues criou  a UpHill, que participou na segunda edição.
( Pedro Rocha / Global Imagens )
Eduardo Rodrigues criou a UpHill, que participou na segunda edição. ( Pedro Rocha / Global Imagens )

Arrancou a mais recente edição do programa de aceleração Protechting. Um âmbito mais global e um foco mais sustentável são duas das novidades.

Arrancaram nesta semana as candidaturas para a quarta edição do Protechting, o programa de aceleração de startups da Fidelidade e da Fosun, que se destina a projetos da área da banca, dos serviços de proteção e da saúde.

A iniciativa resulta de uma parceria entre várias entidades. Liderada pelo grupo chinês e a companhia de seguros portuguesa, conta ainda com a participação da Luz Saúde, do banco alemão Hauck & Aufhäuser e da seguradora peruana La Positiva Seguros y Reaseguros. A entrada da empresa do Peru no consórcio marca a aposta no mercado latino-americano. “Depois de nas edições passadas termos reforçado a nossa presença na Ásia, com uma parceria com Macau e Hong Kong, desta vez estamos a virar-nos também para a América do Sul e ainda África. Queremos ter um eixo de atuação cada vez mais global”, explicou, em conferência de imprensa, Jorge Magalhães Correia, chairman da Fidelidade e global partner da Fosun.

O alargamento geográfico não é a única novidade desta quarta edição. A equipa do Protechting vai pensar também na sustentabilidade e impacto social, na hora de escolher as startups a admitir ao programa. “Estamos à procura de empresas de desenvolvimento sustentável e vamos avaliar também o impacto positivo que pretendem criar nos seus mercados de atuação”, sublinhou Rogério Campos Henriques, deputy CEO da Fidelidade.

Conscientes de que um eixo geograficamente mais alargado e um maior foco na sustentabilidade pode representar um nível de menor maturidade dos projetos, o Protechting vai, neste quarta edição, dividir-se em dois: para além do programa de aceleração habitual, terá paralelamente uma pré-aceleração destinada a startups em fase mais inicial, que ainda não tenham testado as suas soluções. As duas vertentes do Protechting vão decorrer em simultâneo, com uma metodologia desenvolvida pela Beta-i.

O programa encontra-se atualmente em fase de receção de candidaturas. Desde quarta-feira, e até 20 de setembro, que as startups interessadas podem submeter a sua participação na página oficial do Protechting. A seleção será depois feita até 21 de outubro e a equipa terá especial atenção aos projetos que respondam a necessidades previamente identificadas pelas empresas responsáveis pela iniciativa, nas suas áreas respetivas (banca, seguros e saúde).

A fase de aceleração e pré-aceleração em concreto arrancará a 18 de novembro e durará até 23 de março, dia em que acontecerá um demo day para exibição de projetos. Os candidatos selecionados para a vertente de aceleração, terão ainda um bootcamp inicial, que acontecerá entre 11 e 15 de novembro.

Entre os benefícios oferecidos pelo Protechting estão um prémio monetário de 10 mil euros, a oportunidade de participar num roadshow na China e de ver as soluções das startups com melhor desempenho integradas nas empresas parceiras, e ainda o acesso a mentoria.

No total das três edições anteriores o programa ofereceu 180 horas de formação, tendo recebido 494 candidaturas de 42 países que resultaram no desenvolvimento de 33 projetos-piloto em parcerias com startups, que acabariam por receber três prémios de excelência e celebrar cinco parcerias ou acordos de investimento (por exemplo, a UpHill – que participou na segunda edição do Protechting – recebeu recentemente um financiamento de 600 mil euros, numa operação liderada pelo grupo Luz Saúde). No ano passado, houve um aumento de 30% nas candidaturas.

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