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Protechting. O primeiro passo para um negócio da China

De entre cerca de 140 candidaturas foram selecionados 15 finalistas. Vencedores são conhecidos esta quinta-feira.

Diogo Medina sobe ao palco e apresenta o avô. O médico foi um dos primeiros a trabalhar de porta a porta a visitar doentes e, por isso, serve de gancho à apresentação neto, que tem a mesma profissão. Só que Diogo decidiu criar um negócio: faz parte da equipa fundadora da Consulta do viajante, a primeira clínica online em Portugal. E quer mudar a vida aos pacientes nacionais a partir da simplificação do uso da telemedicina.

A startup é um dos 15 projetos finalistas do concurso Protechting, um programa de aceleração de empresas lançado em novembro de 2015 numa parceria entre a Fidelidade e a Fosun, que conta também com o apoio da Beta-i e da Luz Saúde.

À procura de ideias ou negócios dedicados a áreas como a proteção/prevenção, serviços/assistência, saúde e poupança, de entre cerca de 140 candidaturas foram selecionadas 25 ideias e negócios para participar na fase de Bootcamp. Esta quinta-feira, é o dia ‘P’, de pitch: quinze projetos terão a última oportunidade para convencerem os jurados de que são um dos três negócios certos para investir. Nesta fase, as equipas terão a possibilidade de contactar com clientes, parceiros, mentores e investidores, de maneira a poderem validar a sua ideia e modelo de negócio.

“Fiquei muito impressionado com os projetos, têm muito mais qualidade do que alguma vez imaginei”, disse Liang Xinjun, CEO da Fosun, num encontro com jornalistas à margem do Pitch Day.

Portugal, garante o responsável, “é uma porta de entrada da Fosun na Europa” e um país “muito importante” para o grupo chinês. Por isso, a empresa está interessada em investir também em pequenos projetos, uma forma mais de se envolver com os ecossistemas locais e fomentar o “espírito empreendedor forte” dos portugueses. “Queremos, a partir de Lisboa, estender o programa para a Europa e, depois, para os Estados Unidos. Qualquer país ou cidade do mundo que dê condições e oportunidades às novas gerações terá os melhores. Todos beneficiam com o empreendedorismo”, sublinha Liang Xinjun.

“Fiquei muito impressionado com os projetos, têm muito mais qualidade do que alguma vez imaginei”, disse Liang Xinjun, CEO da Fosun.

Recuperando as histórias dos primeiros anos da Fosun – criada, há 24 anos, por Xinjun e mais três amigos – o CEO do grupo sublinhou que qualquer um que comece um negócio precisa de duas coisas: uma boa ideia e orientação, ajuda. “Queremos continuar muito próximos dos projetos e seguir os casos de perto. (…) Temos consciência de quem nem todas as ideias serão bem sucedidas e que muitas delas vão precisar de ajustes. Mas temos maneira de ajudar com dados, apoio e sentido de negócio”, explica o responsável.

Para Jorge Magalhães Correia, CEO da Fidelidade, o Protechting é também, ele mesmo, uma forma de empreender. “Através deste programa queremos incentivar o empreendedorismo e apoiar a criação de novas profissões”.

Os três projetos finalistas, anunciados esta quinta-feira em Lisboa, serão premiados com um roadshow na China, acesso a alguns dos maiores investidores mundiais – Fosun Venture Capital, que já investiu mais de 200 milhões de euros em novos negócios, incluído – e, ao melhor projeto será atribuído um prémio no valor de 10 mil euros. A lista de finalistas inclui participantes portugueses e estrangeiros, vindos de países como a Bélgica (caso da Ectosense), Irlanda (iVigilate), Reino Unido (Kasko), Alemanha (Motionscloud) e Suécia (LifeSymb).

“A nossa ambição é conhecer e dar a conhecer projetos que possam funcionar tanto em Portugal como na China. Não é suficiente estarem focados apenas no mercado português”, detalha Xinjun. Os vencedores, escolhidos depois da ronda de pitch pelo jurado que inclui Brad Bao, Lianjiang Xu, José Manuel Alvarez Quintero, Rogério Campos Henriques, Isabel Vaz, Vítor Dinis, João Pereira e Ricardo Marvão, serão anunciados ainda hoje.

À procura de unicórnios

Investir em startups é uma das prioridades anunciadas recentemente pela empresa. O grupo chinês Fosun, que em Portugal detém a seguradora Fidelidade, quer “procurar e desenvolver ‘unicórnios’”, anunciou o presidente do grupo, Guo Guangchang, conhecido como “Warren Buffet da China”.

“A Fosun acredita que, além das empresas da Internet, pode ser criado um conjunto de negócios ‘unicórnio’ nos setores das finanças, saúde, entretenimento, inovação e indústrias transformadoras. (…) A Fosun eventualmente tornar-se-á num ‘unicórnio’ gigante com imenso poder”, escreveu aos investidores o presidente do grupo, Guo Guangchang, conhecido como “o Warren Buffet da China”.

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