Desporto

Prozis: Da ideia ao topo do mercado em nove anos

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Exceed yourself é o lema da Prozis, a maior loja de nutrição desportiva da Europa e que é, afinal, uma empresa tecnológica. O lema é vivido diariamente na jovem empresa de Esposende do grupo OSIT que, em nove anos de vida, atingiu 47 milhões de euros de faturação (2014) e "pôs Portugal no centro do mundo" ao enviar três mil encomendas diárias para mais de 800 mil clientes em mais de cem mercados. A produção em larga escala na nova fábrica na Póvoa de Lanhoso, que custou cinco milhões de euros, vai permitir acelerar encomendas, produzir para terceiros e alimentar novos mercados que nascerão da expansão em regime de franchising para a Rússia e para os EUA.

Para conseguir entregar vitaminas, substitutos de refeições, pós proteicos ou outros suplementos alimentares em 24 horas e ao menor preço, a Prozis teve de se tornar “imbatível” em tecnologia, logística e qualidade. Cerca de seis mil referências são vendidas online (1300 de marca própria, lançada em 2011) para Itália (25%), Portugal, Espanha e França (40%) e outros cem mercados (35%). “Se não fosse o investimento em tecnologia, não seríamos imbatíveis”, garante Miguel Milhão, fundador e chairman do grupo. “Podíamos vender qualquer outro produto só que este tem mais potencial”, diz, contabilizando o mercado mundial de suplementos alimentares em 55 mil milhões de euros.

Miguel Milhão fundou a Prozis em 2006, na altura com 23 anos, recorrendo à venda do carro que o pai lhe dera para o capital inicial (25 mil euros). A ideia surgiu quando, na sequência de lesões frequentes no tempo em que foi atleta federado de natação, pesquisou online tudo sobre nutrição desportiva. “Era cara e não havia à venda cá: 2 kg de Whey [proteína de soro de leite] custavam 85euro. A Prozis veio mudar isso e hoje custa 30euro”, explica. Até fundar a Prozis, criou várias empresas, fracassou mais do que uma vez e trabalhou “sem hora de acordar ou adormecer”. A oportunidade certa deu–se quando conheceu Jorge Silva, hoje CEO da Prozis, na altura proprietário de uma empresa de software (McWin) que agora está integrada no grupo OSIT. “Os nossos clientes eram do sector têxtil, mas a proposta do Miguel e os números do mercado revelavam muito potencial”, explica Jorge Silva.

Em poucos anos, os sócios e amigos construíram a loja online, expandiram para a Madeira e o Brasil, montaram um centro logístico gerido por mais uma empresa própria – a VeryFex – e agora preparam a expansão para a Rússia, o Médio Oriente e os EUA através de franchising. “É o modelo mais adequado para entrar nesses mercados, em que faz mais sentido avançar com parceiros locais”, diz Jorge Silva. O investimento não será pequeno, rondando dois milhões de euros, mas a Rússia, por exemplo, tem “potencial para faturar 40 milhões em três anos”.

Este ano, a Prozis deverá aumentar em 32% a faturação na Europa. Emprega 240 pessoas e continua a contratar, principalmente operacionais, profissionais de marketing digital e programadores. “Programação é o futuro, por isso estou a tentar patrocinar uma iniciativa, em Braga, para pôr os miúdos do 5.o ano a aprender a programar”, comenta Milhão, que também fundou a Prozis Football Academy, em Braga, onde duas dezenas de jovens vivem e treinam futebol gratuitamente.

“Ser rico ou ter êxito, só por si, não vale grande coisa. Temos de fazer mais pelo mundo e é por isso que estamos a investir na Prozis Football Academy”, explica Miguel Milhão.

Para alcançar novos consumidores – 85% do negócio ainda está ligado a motivações estéticas ou ganho muscular -, a empresa está a investir em novos conteúdos, associando–se a modalidades desportivas como o trail running, o surf, o futebol e o cross trainning.

“O investimento é enorme – nesta altura, investimos 100 mil euros por mês em tráfego para a loja online -, mas vai compensar”, adianta Jorge Silva. “Há poucos anos, lembro-me de estar uma hora a decidir se gastava ou não 2euro por dia no Adwords”, recorda Miguel Milhão.

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