Quando o luxo chega ao “coworking”. Em Nova Iorque

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O conceito de coworking, a partilha de um espaço entre profissionais de diversas áreas, tem vindo a tornar-se cada vez mais popular por todo o mundo. Mas, quando o objetivo é juntar profissionais de topo, torna-se mais difícil encontrar um espaço que lhes agrade.

Os empreendedores de tecnologia Joshua Abram e Alan Murray perceberam a oportunidade e decidiram criar um coworking de luxo, em Manhattan – o Neuehouse. Como conta o Financial Times, este é um espaço luxuoso, num edifício de cinco andares, ao mesmo tempo escritório e clube exclusivo para uma classe de homens e mulheres criativos e urbanos. E, sobretudo, porque este tipo de “startupers”, com carreiras profissionais afirmadas e alguma disponibilidade financeira, não se sentem muito à vontade para tratarem de negócios à mesa de um café ou na garagem emprestada de um amigo.

“Vivemos numa economia partilhada, onde as pessoas se sentem confortáveis em não possuírem o seu próprio carro ou bicicleta. E, no entanto, o único custo fixo que não foi alterado foi o do setor imobiliário”, afirmou Joshua Abram ao Financial Times. Portanto, ao contrário da maioria dos coworks especializados na área da tecnologia, que dão prioridade à poupança e procuram ter um número elevado de utilizadores, o Neuehouse valoriza o sentimento de comunidade e assume um compromisso de longo prazo. “Todos os estudos sobre felicidade e produtividade criativa no local de trabalho apontam para uma questão essencial: como é que nos sentimos quando entramos por esta porta”, acrescenta Alan Murray.

Assim nasceu o Neuehouse, com um investimento de 10 milhões de dólares (7,5 milhões de euros), um espaço tão confortável como funcional, decorado pelo arquiteto e designer David Rockwell. O rés-do-chão do edifício é uma galeria comercial e os restantes quatro pisos estão divididos em áreas separadas por painéis de madeira, com áreas comuns e espaços versáteis onde cabem de 2 a 10 pessoas.

Abram e Murray têm tido a preocupação de manter um equilíbrio de género – 40% dos membros do Neuehouse são empresas lideradas por mulheres – e de profissões. Entre os “moradores” deste “coworking” incluem-se o músico e empreendedor Chris Blackwell, a consultora de moda Julie Gilhart e o especialista de media Jefferson Hack.

Os espaços de coworking, procurados essencialmente por profissionais independentes, como designers, consultores, advogados, engenheiros, arquitetos, designers, micro empresas, têm vindo a ganhar expressão em Portugal. Existem Coworks por todo o país para todas as bolsas, com ou sem serviços adicionais incluídos e para profissionais de todas as áreas.

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