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Raize. Emprestar para fazer crescer a economia

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Raize. Emprestar para fazer crescer a economia

Plataforma portuguesa transforma os utilizadores em financiadores: na Raize, as pessoas podem emprestar dinheiro a empresas e permitir-lhes investirem em projetos próprios que as façam crescer dentro e fora do país, aumentando o impacto na economia real

Nem só do dinheiro vivem as start-ups como também do impacto que têm, ou melhor, que procuram ter na sociedade. Foi a pensar no que viam no mundo que José Maria Rego, Afonso Eça e António Marques começaram a planear criar um negócio que influenciasse a maneira como as pessoas contribuem para a economia real.

Em 2012 começaram a traçar o plano para a criação da Raize, a primeira plataforma de empréstimos coletivos em Portugal. “Quem empresta às empresas são as pessoas. E, juntos, constroem uma alternativa de financiamento para a economia. Uma empresa é financiada por várias pessoas e cada pessoa empresta a várias empresas. E, com isto, conseguem construir-se oportunidades para ambas as partes. Para as empresas, porque têm na Raize um canal alternativo e com custos mais reduzidos para financiar as suas atividades. E, para as pessoas, porque têm uma nova forma de investir, ao mesmo tempo que apoiam diretamente o financiamento da nossa economia”, esclarece José Maria Rego, cofundador da plataforma e ex-Oliver Wyman.

Leia mais: Fazedores: seis oportunidades para 2015 que não vai querer perder

A ideia de criar a Raize nasceu há três anos. Na altura, com o país a enfrentar problemas sobretudo no sector financeiro, foi a melhor maneira que os três sócios encontraram de aproximar as pessoas e as empresas e de levar as pessoas à economia real. “Pensou-se num canal direto das pessoas para as empresas. (…) O nosso modelo de negócio é bastante simples. Uma empresa candidata-se, pede um empréstimo junto dos investidores – das pessoas – que integram a rede da Raize e que escolhem as taxas de juro. Quando essa empresa recebe esse empréstimo, a Raize fica com uma comissão de 3% sobre o valor emprestado: para as pessoas não tem qualquer tipo de custos”, esclarece José Maria.

Mas nem tudo foi simples. “O mais difícil foi tirar o projeto do papel para a implementação: isto é uma empresa tecnológica, por isso foi preciso, não só desenhar a plataforma, como construí-la. Esse foi o nosso maior desafio. O mais fácil foi percebermos que havia um mercado para o produto que nós estamos a querer apresentar“, detalha Afonso Fuzeta Eça, ao Dinheiro Vivo.

Desde o início, a equipa da Raize já apresentou o conceito a mais de uma centena de potenciais clientes. As empresas, acrescenta o cofundador, têm-se mostrado muito recetivas. “São empréstimos amortizáveis mensalmente, ou seja, são produtos que as empresas já conhecem bem. A nossa maior vantagem é ao nível do comissionamento, mais barato do que as ofertas tradicionais, e em relação à velocidade a que conseguem os fundos junto das pessoas que participam.”

Pensada, numa primeira fase, para o mercado das micro e pequenas empresas, a Raize trabalha de momento com leilões de financiamento a cerca de 15 empresas para empréstimos com valores que variam entre os 10 e os 20 mil euros. “Obviamente, queremos crescer: a ideia é, ao fim de cinco anos, termos financiado 150 milhões de euros”, adianta Afonso, acrescentando que nos planos da empresa está o aumento do valor dos empréstimos até aos 50 mil euros.

Acompanhe aqui as novidades da Raize.

“Neste caso estamos a falar de empréstimos em troca de um juro. Temos esta diferença face ao crowdfunding, de não estar a dar o dinheiro, mas sim a fazer um investimento em troca de remuneração. Neste caso ganham tanto as empresas que estão à espera do empréstimo como as pessoas, que veem o seu dinheiro remunerado”, diz.

Saiba mais sobre o Prémio Inovação NOS aqui.

B.I.

° A Raize é uma start-up portuguesa criada em 2012. ° Inovação: criaram a primeira plataforma de empréstimos coletivos em Portugal. ° Modelo: empresas pedem dinheiro aos membros da rede que emprestam o montante que querem e definem a taxa de juro. A Raize cobra uma comissão de 3% sobre o valor angariado pelas empresas. www.raize.pt

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