Rapid Fit&Well. O treino aliado à tecnologia que vale por três

Cadeia que ajuda clientes a atingir resultados com apenas 20 minutos por sessão duas vezes por semana está a expandir-se

Eletroestimulação muscular (EMS). O conceito não é novo e nasceu em ambiente terapêutico antes de se tornar acessível a novos usos, como a tonificação muscular ou o emagrecimento. O grande avanço são, agora, máquinas que permitem trabalhar 350 músculos ao mesmo tempo, fazendo com que sessões de 20 minutos sejam equivalentes a 60 ou 90 minutos de exercício físico intenso. É isso que a cadeia Rapid Fit&Well oferece aos clientes.

“Este é um tipo de exercício que toda a gente consegue fazer, com as poucas excepções de quem não pode fazer exercício convencional também, como as grávidas. Temos clientes dos 16 aos 74 anos, atualmente”, diz Ricardo Onofre, o responsável pela introdução e gestão da marca de origem espanhola em Portugal. “Temos atletas que treinam connosco a preparação para algumas competições mais exigentes e que tiram partido do trabalho localizado da EMS para obter melhores resultados”, completa.

Foi na antiga União Soviética que, por volta dos anos 60, a EMS começou a ser utilizada por atletas de alta competição. O ocidente demorou alguns anos a estudar a tecnologia e a perceber os benefícios em treinos, em terapias e em estética.

A saúde foi a primeira área a beneficiar da EMS, em baixas frequências, a par dos atletas olímpicos que recorrem aos estímulos elétricos para complementar os treinos. Os praticantes de culturismo também utilizam a EMS para, em cima da hora de demonstração, definir músculos. Só faltava a tecnologia chegar aos ginásios.

“Há cinco anos, eu trabalhava num banco, onde estive 13 anos”, recorda Ricardo Onofre, hoje com 40 anos. “Vi as coisas a correrem menos bem para os bancos e decidi sair, mudar de vida. Com a indemnização, decidi abrir uma perfumaria franchisada da Equivalenza. Cheguei a ter quatro perfumarias e fiquei a perceber como funcionava o franchising”, acrescenta o empreeendedor, cuja formação de base consiste numa licenciatura em Economia.

“Até que um amigo que estava em Madrid me telefonou, em 2015, para me contar sobre um conceito incrível que estava em expansão em Espanha. Marcou-me um treino, experimentei várias marcas (e fiquei fã) e decidi investir nesta, porque tem as melhores máquinas de EMS, que são as XBody”, relata, acrescentando que a tecnologia, húngara, está particularmente disseminada na Alemanha, onde existem perto de 100 centros que utilizam as mesmas máquinas.

Aberto o primeiro centro Rapid Fit&Well, na Avenida Elias Garcia, em Lisboa, em julho do ano passado - o único que pertence ao master franchiser para Portugal -, o conceito começou a conquistar adeptos e a expandir em Portugal.

“Hoje, temos quatro centros em Portugal: um em Leiria e três em Lisboa (em Campo de Ourique, na Avenida Elias Garcia e na Expo). No início de janeiro, abrimos em Braga e, final de janeiro, abrimos em Leça da Palmeira. Em fevereiro, abrimos em Oeiras”, contabiliza Ricardo Onofre. “Já somos líderes de mercado”, acrescenta, comparando com a evolução de um par de marcas rivais que surgiram também na capital. Em Espanha, onde nasceu a Rapid Fit&Well, existem já 22 marcas com conceitos semelhantes.

O objetivo da Rapid Fit&Well, revela, é “chegar aos 20 centros até ao final de 2018, abrindo em média seis a sete por ano”. O regime de franchising facilitará a tarefa, visto que o investimento inicial é acessível: apenas 21.900 euros (mais IVA). Os interessados deverão tratar de arranjar o espaço, com dimensão mínima de 50 metros quadrados, e de fazer as obras necessárias à instalação do centro. A máquina, o equipamento geral, os coletes e a formação específica em EMS do personal trainer (PT) estão incluídos no preço, restando apenas pagar mensalidades correspondentes a royalties, publicidade e licença para o programa informático próprio (150€ nos primeiros três meses, 350 euros entre o 4.o e o 12.o mês e 500€ a partir do 13.o mês de funcionamento).

“Calculamos o retorno do investimento em cerca de 18 meses, com uma ocupação de 60% da máquina”, adianta o empreendedor. Quem quiser crescer mais depressa pode adquirir mais máquinas e gerar mais rendimento.

“Tem é de ter um PT por cliente, visto que todas as nossas sessões são acompanhadas, para garantir que a pessoa mantém a motivação e atinge os objetivos. Com o treino adequado, os 20 minutos de cada sessão, apenas uma vez ou duas por semana, já permitem obter resultados muito bons”, aponta Ricardo Onofre. “Ao fim de um mês, as pessoas já notam perda de peso e de gordura - e isto são parâmetros que medimos no início, portanto podemos comprovar. Além disso, é muito eficaz na redução da celulite, favorece a drenagem de líquidos e há estudos que comprovam que aumenta o metabolismo. Durante 48 horas, após o treino, o organismo continua a queimar calorias, por isso é que espaçamos as sessões”, completa o master da marca.

Neste primeiro ano de atividade, há já um “padrão” entre os mais de 400 clientes. “A maioria são mulheres, entre os 40 e os 50 anos, com muito pouco tempo disponível, que encontraram neste sistema uma solução que lhes toma, no máximo, 40 minutos: os 20 minutos do treino e os outros 20 para tomar um banho e vestir”, refere Ricardo Onofre. “O outro tipo de cliente mais frequente é uma pessoa com mais de 60 anos, que sente necessidade de praticar atividade física, mas não faz qualquer tipo de desporto. Para estes, o treino acompanhado é a grande vantagem, porque mantém-nos motivados”, completa.

Mas desenganem-se os interessados em experimentar (a primeira aula é grátis) e que esperam encontrar um sofá onde ficarão em alegre repouso, ligados a fios e elétrodos, enquanto os estímulos elétricos fazem todo o trabalho. O treino não é passivo e os praticantes transpiram. “É por isso que, antes de cada treino, os clientes recebem uma bebida rica em sais minerais e vitaminas”, explica Ricardo Onofre.

Depois de hidratarem o organismo, os clientes vestem uns calções com 16 elétrodos e um colete com 12 elétrodos e são-lhes colocados ainda outros dois elétrodos nos braços. A partir daqui, ligados à máquina que transmite os impulsos elétricos que estimulam os músculos, cada um faz os exercícios mais apropriados à sua condição física e objetivos.

As sessões têm de ser sempre marcadas com antecedência, devido à agenda do PT , e a mensalidade terá de um custo de 109€ para ir uma vez por semana e de 169€ para ir duas vezes (mais 10€ mensais se não aderir a débito direto). Ricardo Onofre explica que os preços incluem “inscrição, seguro, toalha, cabine com duche individual, gel de banho e cremes de corpo e rosto”, além de que, considera, estes treinos “são um investimento em saúde e qualidade de vida”.

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