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Rimac Automobili. Os carros elétricos podem ser “rápidos e sexy”

Imagem: D.R.
Imagem: D.R.

Entusiasta do mundo automóvel desde tenra idade, Mate Rimac fundou a sua empresa em 2009

Mate Rimac é “louco por carros desde bebé”. “Os meus pais contam-me histórias que, antes de poder caminhar e falar, já era louco por carros. Era também muito interessado em tecnologia”. O ‘bichinho’ ficou e em 2009 o empreendedor croata decidiu juntar as duas paixões: automóveis e eletrónica. O resultado foi a Rimac Automobili.

“O meu objetivo sempre foi mostrar que os carros elétricos não são apenas amigos do ambiente e eficientes mas podem ser também entusiasmantes, divertidos, rápidos e sexy. Não queria fazer apenas uma versão elétrica de um carro desportivo. Queria fazer um automóvel desportivo melhor, usando motores elétricos”, conta ao Dinheiro Vivo o empreendedor croata, que representou o seu país no EY Entrepreneur of the Year.

A Croácia não tinha indústria automóvel e por conseguinte também não tinha mão-de-obra especializada que pudesse ajudar Mate Rimac a construir a companhia. Contudo, sete anos depois, a empresa já apresentou dois modelos desportivos elétricos. O primeiro, o Rimac Concept One, foi lançado em 2011 e o segundo, o Rimac Concept Two, já este ano.

“Temos os supercarros, [cujas vendas] são números muito pequenos” mas servem para “mostrar o que os carros elétricos podem fazer; o que é que a empresa e a tecnologia podem fazer. O verdadeiro negócio da empresa é usar a tecnologia e ajudar outras fabricantes automóvel a fazer carros elétricos”. A Rimac desenvolve “tudo o que é preciso para a construção de um veículo elétrico”. Mate Rimac não adiantou com que marcas está a trabalhar, contudo, artigos publicados na imprensa internacional indicam que a Renault, Jaguar e Aston Martin já têm parcerias com a fabricante.

Em setembro de 2017, a Rimac recebeu uma ronda de 30 milhões de euros do Grupo Camel, o maior produtor de baterias na Ásia. O empreendedor explica que a companhia está a “escalar” e a “desenvolver produtos muito complexos que são de capital intensivo”. “Para fazer isso, não podemos fazê-lo de forma orgânica, temos de ter investidores para apoiar-nos, para expandir mais rapidamente, construir novas infraestruturas, desenvolver novos carros, novos motores e baterias. Para isso, precisamos de capital externo e vamos precisar de muito mais”. Nos últimos dias foi anunciado que a Porsche adquiriu uma participação minoritária na empresa croata.

O futuro do automóvel
Mate Rimac acredita que a “indústria automóvel está a mudar mais rápido do que nos últimos cem anos”. Com as alterações que estão em curso, a tendência de futuro parece ser as pessoas deixam de ser proprietárias dos veículos. Empresas com a Uber e a Google vão ocupar essa posição e vão encomendar às fabricantes os carros que precisam para satisfazer os seus clientes.

“No futuro, quando a Uber e a Google encomendar os carros, vão ter muitos dados para saber exatamente que tipo de carro é necessário para as pessoas. Este modelo de negócio diferente vai mudar a forma como usamos a mobilidade e como a indústria trabalha”.

*Jornalista viajou para o Mónaco

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